Quando para atender os pais

Quando surge alguma dificuldade, a mãe conta que a escola disponibiliza um suporte e os pais têm a liberdade de contatar os professores para sanar todas as dúvidas. Mesmo quando os pais abrem a exceção de descer um pouco para os filhos correrem e andarem de patinete, o adolescente não se interessa. “A gente se incomoda mais do que ele”, diz Mariana. Quando falamos desse tipo de reunião, a estratégia da comunicação é essencial para convidar, lembrar e também motivar os pais a participarem da reunião. Por isso, prepare com antecedência um convite para os pais com o dia, local, horário de início e término (que pode ser uma previsão) e a pauta do encontro. Os filhos talvez precisem tomar a iniciativa em marcar consultas médicas e também em cuidar de outros assuntos pessoais dos pais. Para que os pais recebam os melhores cuidados, os filhos talvez tenham de falar no lugar deles, ajudá-los a preencher formulários, levá-los às consultas e assim por diante. — Provérbios 3:27. 11. Sua família se mudou para os Estados Unidos quando ele era menino, e ele começou a dar metade de seu salário para o pai aos 15 anos, quando conseguiu seu primeiro emprego no McDonald’s. “Sendo de Hong Kong, faz parte da nossa cultura ajudar a família. Como imigrantes, meus pais lidavam com trabalhos manuais. Eles não recebem aposentadoria. Quando os pais não são capazes de atender às demandas de crianças, permanecem firmemente não conceder o pedido. Quando perguntado o que a criança não importa, em violação das regras ou os pais não são capazes de cumprir, manter-se firmemente para não deferir o pedido da criança, mesmo que a criança convencer os pais a ser bom ou ... Tradicionalmente, então, o sujeito atende ao telefone para atender o cliente (diferenciando-se a pessoa do objeto qualquer). Como disse, a visão de Luft, normalmente adotada pelos examinadores, segue uma interessante linha de raciocínio capaz de promover a seleção dos candidatos.

GT DA BROTHERAGEM

2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.02 14:16 Whatever0220 Karen é presa, depois de QUASE MATAR meus 2 cachorros e tentar fazer seu filho ser preso em seu lugar, por me ajudar.

Olá Luba, gatas, editores, plantas, papelões, seres isolados em suas casas e turminha que está lendo. Aqui estou eu outra vez. Essa história é grande, mas vou reduzir em apenas um post. Eu espero que vocês gostem. Vamos com isso:
Parte 1 - Motivações:
Dia 14 de agosto de 2020, Sexta-feira, 04:30 da manhã. Eu acordei e levantei da minha cama. Cristal (Raça: Samoieda / Idade: 2 Anos) subiu em cima de mim e começou a me lamber. Eu retribuí com um afago em seu pescoço. Desci as escadas e percebi que meus pais e minha irmã ainda dormiam. Fui até a cozinha, onde encontrei Zelda (Raça: Zwergspitz / Idade: 3 Anos e meio) deitada no chão. Ela também estava "a mimir". Chamei Cristal, pus sua coleira e minha máscara, e saímos para caminhar. Caminhamos tranquilamente até que, absolutamente do nada, surgiu um carro preto, onde estavam a Karen e seu filho, que chamarei de "CL" (Cara Legal). Cristal tinha o hábito de me proteger de tudo e de todos; acaba sendo um instinto natural dela. Ao latir, a Karen deu um salto para trás e gritou:
- AAAI, CACHORRO DE M*RDA, VAI EMBORA!
Ao me ver, com a coleira na mão, acalmando aquela bolinha de pelos gigante, ela me disse:
- Ei você. Controle seu animal antes que EU faça isso.
E saiu de cena, entrando em sua casa. CL, que devia ter uns 20 a 21 anos, me pediu desculpas e disse que não precisava me preocupar, visto que SUA MÃE NUNCA CUMPRIA PROMESSAS.
Parte 2 - Traições:
Eu voltei pra casa, às 05:03 da manhã. Meu pai já estava de pé e minha mãe ainda estava acordando. Zelda já havia saído da caminha e estava caminhando pelo apartamento. Ao chegar, deixei Cristal solta e tomei um banho para me liberar. Passaram-se apenas 30 minutos, quando um carro preto parou em nossa casa. Cristal começou a latir. Zelda a acompanhou. Ao ver quem saia do veículo, eu fiquei em choque. A Karen. Mas não foi isso que me preocupou. Junto dela, estavam uma viatura da polícia e um caminhão do CANIL. Percebi o que ela queria fazer: dizer que meus cachorros a morderam, e que eu não fiz nada, para que eles fossem levados, assim como eu. Eu me vesti o mais rápido que pude e desci a tempo de poder atender a porta. Quando eu a abri, o policial disse:
- Bom dia, meu jovem. Esta mulher afirma que você deixou seus cachorros a morderem. Isso é verdade?
- Não! Ela está mentindo!
A Karen gritou:
- Viu?! Eu lhe disse! Ele já está dizendo que é inocente. Enquanto vocês fazem o serviço de vocês, eu tenho que ir trabalhar. Tchaau!
O policial advertiu:
- Senhora, não deixe o local. Precisamos dos depoimentos de ambos os lados e ouvir as testemunhas. Aí sim, daremos um "pré-veredito".
Foi nessa hora que a Karen percebeu a lambança na qual se meteu. Seu rosto se empalideceu e suas mãos se fecharam. O policial voltou a falar:
- Há alguma testemunha do caso na casa?
- Não, eu estava sozinho. Apenas eu, a Karen e...
Foi nessa hora que eu me lembrei de alguém. O CL!
- Senhor, eu conheço alguém que pode ajudar. O filho da Karen estava na cena.
- Ok então, vamos falar com ele. Precisamos que ambos venham conosco.
Seguimos até a casa da Karen, que fez de tudo para convencer o Policial de que eu deveria ser levado, mesmo sem a investigação estar concluída. Ao chegarmos na casa, o policial apertou a campainha e o CL atendeu. O oficial falou as mesmas coisas para ele.
- Bom, eu vi tudo e posso dizer que só houve o seguinte: Minha mãe e eu chegamos de carro, OP estava vindo com o cachorro, e este latiu para nós. Apenas isso. Não houve agressão por aparte de OP ou de seu cachorro. Mas minha o xingou e ameaçou de levar o animal, caso ele "não se controlasse".
A Karen ficou estarrecida. Eu pude ouvir ela murmurando "Traidor".
Parte 3 - Tentativa de Homicídio:
Ao perceber que seria levada, ela (não sei como) pegou as chaves do carro do canil, agarrou a PISTOLA do policial, apontou pra minha cabeça e disse:
- Vamos à sua casa. Você vai por seus bichos no caminhão e pronto.
- Nunca!
- Anda ou morre.
Todos na cena ficaram atônitos, sem saber o que fazer. Na real, sem saber se sequer PODIAM fazer algo. Eu entrei em casa, peguei dois cachorros de pelúcia e escondi seus rostos. A Karen foi tão burra que acreditou. Ela já estava indo embora, quando Cristal saiu de casa e foi parar no meio da rua. Zelda foi atrás. A Karen percebeu, deu a volta e acelerou com tudo pra cima delas. Nisso eu e CL corremos e conseguimos pegar as cadelinhas. A Karen bateu o caminhão em um poste, que caiu e (acreditem no carma, crianças) quebrou o vidro do carro dela.
Ao sair do veículo, gritou ao policial:
- Policial! Prenda esses malucos. Eles quase me mataram! Eu poderia ter morrido! Prenda eles!
- Senhora, você roubou as chaves de um carro e o equipamento de um oficial em exercício, manteve um menor de idade refém (Tenho 15 anos), quase matou dois jovens e dois animais, deu falso testemunho a um oficial e depredou o espaço público. Só por isso, já estou definindo a sua PRISÃO EM FLAGRANTE.
Ela desmaiou. O carro a levou para o xilindró. Eu fiquei um tempão falando "Obrigado, CL".
Dia 29 de agosto de 2020, Sábado, 17:47 da tarde. O pai de CL chegou em casa, foi até o nosso apartamento e, junto do filho, pediram desculpas para mim e para minha família pelo ocorrido. Como forma de "retribuir", eles trouxeram uma LASANHA DE FRANGO para todos nós comermos. Nós os convidamos para ficar um pouco, mas eles tiveram que recusar, graças aos distanciamento social.
Hoje em dia, Karen cumpre prisão de 4 anos. Eu e CL somos amigos próximos. Meus pais e o pai de CL agora são bem mais próximos. E o mais importante: Cristal e Zelda passam bem! Bem, foi isso.
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2020.08.20 06:39 vf301 Não compensa ajudar as pessoas

Esse é o meu primeiro desabafo aqui. Eu sempre leio um monte de desabafos nesse sub, mas nunca havia postado.
Pois bem, vou tentar resumir para não ficar chato de ler, mas minha história é a seguinte:
Eu precisava trocar a porta aqui do apartamento onde moro, então fui até uma loja e comprei uma porta de madeira maciça e tentei procurar por alguém para instalar, mas não achei ninguém. A porta ficou meses jogada aqui na sala. Até que mês passado, meu irmão encontrou um sujeito aqui no prédio onde moramos que é marceneiro, ele concordou em instalar a porta para mim. Pois bem, ele veio aqui e fez o serviço todo direitinho, cobrou um bom preço e o resultado ficou muito bom. Eu mesmo ajudei a instalar a porta aqui, então conversamos bastante. O cara já trabalha com isso há alguns anos, veio de São Paulo capital, tem três filhos pequenos lá e agora está morando com outra mulher aqui no interior. Ele ficou bastante feliz por ter aparecido algum serviço para fazer, pois estava passando certas dificuldades com a pandemia.
Pois bem, dois dias depois do serviço feito, toca a campainha aqui e eu vou atender, é o cara que instalou a porta. Ele vem e diz que estava sem nenhum trocado e perguntou se eu não podia lhe emprestar vinte reais, ele me devolveria depois. Eu, na melhor das intenções, resolvi emprestar. Disse que não precisava me pagar, bastava vir no dia seguinte que eu tinha um serviço pequeno pra fazer, instalar um interruptor e uma tomada aqui.
Ele não veio no dia seguinte e nem nos dias que se passaram. Eu não me preocupei muito, até porque vinte reais não me faz muita falta, mas poxa, é foda o cara me pedir dinheiro assim e não cumprir com o acordo.
Vários dias depois ele voltou aqui, disse que a mulher dele estava doente (era realmente verdade, a mulher dele tem problemas de coração, por duas vezes o SAMU foi chamado para atendê-la aqui, não era tão grave assim, mas de qualquer maneira não era mentira). Fez o serviço, mas me pediu mais vinte reais emprestados. Eu emprestei vinte na boa intenção, mais uma vez.
Como eu tenho o WhatsApp dele, pedi que viesse aqui resolver um problema no gabinete do banheiro. Mesma coisa, enrolou pra caralho, deu alguma desculpa, mas por fim veio fazer o serviço, meio contrariado.
Agora hoje o cara me pediu mais dinheiro, mas agora eu não tenho nenhum serviço pra fazer aqui. Daí inventei uma desculpa qualquer, falando que não tinha dinheiro aqui em casa. O cara veio com aquela conversa de 'é pra comprar remédio pra minha mulher', mas insisti que não tinha (menti, admito, eu tenho uns R$ 100 aqui na gaveta).
É foda, eu entendo completamente a situação do cara. Hoje dá pra dizer que sou bem de vida, não rico, mas eu consigo comprar as coisas que quero, tenho um plano de saúde, comprei um carro (velho, mas me permitia ir para a faculdade), não dependo mais da minha mãe para pagar nada, estou montando uma reserva de emergência (até o fim do ano vai estar pronta), etc. Só que quando eu era criança meus pais não eram ricos. Minha mãe era na época empregada doméstica e meu pai trabalhava para a prefeitura da cidade onde vivemos, que é considerada pequena dado o tamanho das cidades da região. Nossa renda não chegava a dois salários mínimos. Já houve vezes em que havia apenas arroz para comer. Então de certa forma eu sei um pouco como é passar por certas privações. E se eu pudesse eu ajudaria o máximo de pessoas possível. Eu adoraria muito ser muito rico e fazer filantropia, principalmente em projetos relacionados a educação, que foi o que me garantiu a mobilidade social que eu experimentei. Mas o problema é que eu não sou ricasso, se eu for ajudar todos os pobres que vai ficar pobre sou eu. Eu até fico meio triste com isso, um pouco culpado também em dizer 'não'. Mas é chato a pessoa perceber que você tem algum dinheiro e achar que você tem alguma obrigação de ajudar os outros, eu ajudei por bondade, eu vi boa fé ali.
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2020.08.15 05:15 Oi1235 Estou desistindo de tentar medicina por causa do Brasil e por ter perdido tempo

Eu já tinha feito vários desabafos. Estou no meu 2° ano de odontologia, estava estudando pros vestibulares enquanto fazia a faculdade. Mas sinceramente, do jeito que esse país está indo por água abaixo, e eu quero mudar de país desde 2018, não é um caminho que compensa mais.
Eu tenho 24 anos, fiquei 4 anos perdendo tempo com engenharia, fui meio que obrigada a fazer faculdade (minha mãe exige que eu faça faculdade no Brasil por agora) quando saí do ensino médio e acabei indo por imaturidade na área do momento que é engenharia. Na época eu queria fazer concurso pra nível médio (que não era tão difícil como agora) e/ou um curso técnico até decidir o que faria. Como eu pensava em medicina, faria cursinho enquanto trabalhasse.
Mas tudo deu errado. Em 2018, eu queria me mudar pra Argentina e fazer medicina lá visando ficar no exterior. Pois sabia o que estava por vir e que iria acontecer uma tragédia (não sabia que seria um vírus). Pode me chamar de imatura, mas conheço várias pessoas que saíram do Brasil desde 2018. Infelizmente eu dependia do dinheiro da minha mãe e ela não deixou.
Ano passado não passei pra medicina, mas passei em odontologia (minha 2a opção). Gosto do curso, apesar de ser caro e saturado (principalmente pra recém formado). Mas tô gostando das áreas do curso, principalmente porque estou vendo congressos. Era pra eu começar as matérias específicas e a atender, mas atrasou tudo por causa do corona. Sem falar que é uma profissão mais fácil de emigrar do que medicina.
Posso até pensar em fazer medicina no futuro em outro país (faria na Argentina talvez, trabalharia de dentista ou alguma outra coisa enquanto faria o curso). Está ficando insustentável, com 105 mil mortos em plena pandemia, tudo errado, as pessoas continuam apoiando o Bozo. E provavelmente ele se reelege (só se o Biden perder e/ou Paulo Guedes e os liberais cair fora). Outro motivo da minha desistência é que estou de saco cheio de vida acadêmica (de fazer provas, trabalhos), e passar mais uns anos dependendo de pai e mãe por causa disso não compensa mais.
Só estou postando para motivos de desabafo mesmo.
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2020.08.05 00:49 hehdndgenf Capitulo 2-A Criaçao

Depois do ocorrido e Kuro ter ganhado um novo nome,Cazum depois que descobriu as habilidades tentar controlá-las mas nada de sucesso,depois de algumas horas alguem bate na porta.
Cazum:Teemo pode la atender.
Teemo:por que eu é nao voce.
Cazum:por que vou começar a fazer vídeo.
Teemo:ok'-',ja vai.
Teemo:uai mas nao tem ninguém.
Depois de Teemo atender a porta e nao encontrar ninguem,e volta pra sala mas ele encontra um cara com chapeu e uma capa cobrindo todo rosto dele.
Teemo:QUEM E VOCE POR FAVOR SAI DESSA CASA.
Desconhecido:uai voce nao lempra de mim(tira o chapeu e a capa).
Teemo:Renatinho!
Bilu:nao,e o bilu'-',Renatinho infelizmente ele nao veio por que teve que fazer uma pesquisa que deram pra ele.
Teemo:entao Bilu por que voce estar aqui.
Bilu:sobre o Andre.
Teemo:sobre o Andre? Por que?
Bilu:soube que o Andre se fundio com a Materia Vermelha.
Teemo:uou como voce sabe disso.
Bilu:he he por dois motivos,primeiro e porque eu sempre busco conhecimentos,segundo porque eu e Renatinho criamos a Materia Vermelha.
Teemo:VOCES QUE CRIARAM,MAS POR QUE?
Bilu:porque nos criamos pra um tipo se retor de energia,eu e Renatinho conceguimos fazer uma fusao de todos os elementos da tabela periódica e elementos fora da tabela periodico,ai criamos a Materia Azul mas achamos fraca a Materia e adicionamos energia cosmica que nao e classificado como elemento,e assim virou a Materia Vermelha que se tivesse um nucleo para todos os universos teria energia eterna,quando pedi para que um de nos levasse para nosso planeta ele relatou que no caminho a materia criou vida proria e começou a atravessar o piso da nave e numa velocidade 2x mais rapido do que a luz foi pra direçao da terra indo parar no mundo onde voces estavam,como a materia es dentro de cazum sendo um núcleo de energia,e eu vou tentar ensinar a controlar as habilidaes do André.
Teemo:mas ele ta fazendo video.
Bilu:isso nao importa,o mais importe agora ele aprender a usar as habilidades dele,querendo ou nao ele tem que buscar conhecimento se nao ele sofrerá as consequências no futuro.
Bilu:ANDREE!(abrindo a porta com um chute)VENHA COMIGO AGORA!
Cazum:Renatinho!
Bilu:AAAA EU SOU O BILU NAO O RENATINHO!
Cazum:voce nao pode reclamar de nada voces sao tudo igual.
Bilu:e voce esta certo,mas agora venha com migo termine o que esta fazendo e venha.
Cazum:eu ja terminei a tempo.
Bilu:otimo agora fica mais facio agora venha.
Depois que Cazum seguiu o Bilu,Bilu treinou a como usar as habilidades ele nao pensou que era tao facil ele simplesmente so meditou por algumas horas e conseguiu controla-las,Cazum sentia o poder que corria pelo seu corpo ele teve um ideia de criar uma ilha ele foi testar mas como o poder dele era tao gigantesca que criou um continente maior que a Ásia,depois de um dia Cazum avista helicóptero dentro desse helicóptero tava o Vladimir Putin presidente da russia,Putin desse do helicóptero e conversar com Cazum e forma uma aliança,Cazum divide cada parte formando cada pais os países sao:Rússia 2,TEMMOWAVE,pc do André,ilha das coxinhas,pais evangélico,Godenot city,kogamalândia e etc. Depois de um tempo Cazum e informado que o continente ta vai ser atacada por gnomos.
Status:bilu Poder destrutivo:A Poder massivo:C>S(com o armamento da nave) Velocidade:A Desenvolvimento:SSS+ Conhecimento:infinito
(Continua do proximo capitulo) (Antes de acabar o continente tem algun nome eu nao me lembro qual e,entao se gostou obg amanha tem mais eu acho,mas e bem provável)
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2020.08.04 22:55 skarecrowzpoker Não costumo desabafar aqui, mas...

Tá foda.
Eu moro com duas senhoras de idade: minha mãe com 67 anos e minha tia, com 82.
Minha mãe infelizmente têm perdido progressivamente a audição e têm escutado cada vez menos. Às vezes, a chamamos literalmente na frente dela e a mesma não ouve. Para piorar, ela deve ter alguma trauma passado com ligações telefônicas e não atende o telefone na primeira vez que alguém liga - a pessoa tem que ligar uma segunda vez. Quando abordamos carinhosamente esses fatos, ela se irrita e nega o princípio de uma possível surdez e não se trata. Também o mesmo vale para as ligações, sempre inventa uma desculpa.
Para piorar (no sentido da coisa, não da saúde dela), minha tia de 82 possui uma vitalidade de uma mulher de 40: ela sai toda hora, pega metrô e ônibus. Tem finais de semana que ela sai às 1 da tarde e volta quase 10 da noite, deixando-nos preocupados. O que pega mesmo é que as duas se desentendem praticamente o dia todo e fica aquela rinha besta por nada 24 horas. O que me entristece de verdade é que essa minha tia é uma pessoa ruim: ela passa o dia inteiro falando sozinha e xingando a vida dela e os outros. Ela sempre fala mal de tudo e todos, ri da desgraça alheia (quando eu e minha mãe quebramos o pau em casa, ela sente prazer) e quer levar vantagem em absolutamente tudo. Quando o calo aperta pro lado dela, se faz de desentendida e desconversa.
A única (recompensa por aguentar mais de uma década elas juntas?) vantagem dessa penitência diária foi que eu herdei um apartamento no interior e agora não preciso pensar na casa própria. Me mudei pra ele recentemente e minha tia xinga a cidade todos os dias, dizendo que aqui é uma várzea e que São Paulo é incrível. Acaba sendo um desrespeito porque minha mãe nasceu aqui.
Enfim, precisava desabafar sobre isso. Vocês que cuidam dos seus pais, avós ou qualquer parente mais velho e têm esses problemas intermináveis diários, como vocês lidam com isso?
Flws!
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2020.07.30 04:31 RajeshDePiri MEUS AMIGOS FINGEM GOSTAR DE MIM?

Olá, boa noite.
É minha primeira vez no reddit, logo também meu primeiro post. Eu cai no reddit enquanto googlava "meus amigos fingem gostar de mim? o que fazer?" e cabei me deparando com alguns posts de desabafo aqui no reddit, então resolvi compartilhar minha recente experiência e sentimentos afim de ver se consigo encontrar um direção do que devo fazer.
Eu tenho 3 amigos. Só. Todos da época de escola. M, F e E.

MEUS AMIGOS
"M" eu nem lembro direito como conheci, a gente é bem diferente, mas viramos grandes amigos. A minha melhor amiga, na verdade. Conheço ela a quase 7 anos, no decorrer desses anos frequentei a casa dela quase todos os dias após as aulas e ao menos 5 vezes ao ano pós-ensino médio. É alguém que se me ligasse as 3AM pedindo ajudo, eu levantaria e iria ajudar, e que ela faria o mesmo, na medida do possível dela, comigo. Tenho uma relação muito boa com a mãe dela, que sempre diz me considerar como um filho.
"F" eu conheci na escola também, uns 5 anos de amizade. Mas a gente virou amigos mesmo depois que o ensino médio acabou. Na época da escola ele tinha problemas de auto estima e tinha vários preconceitos baseado em esteriotipos com gays (eu sou gay, btw.). Com nossa amizade ele desfez muitos esteriotipos que se tem sobre gays. Inclusive temos liberdade de brincadeiras com ele que com a grande maioria de outros amigos heteros eu não tenho, exatamente por eles terem a mentalidade de que gays são predadores sexuais. [não, gays não querem transar com qualquer homem que fale com eles, entendam isso por favor]. Com o tempo ele melhorou muito a autoestima , hoje é uma pessoa bem diferente da qual conheci no colégio e fico feliz dele ter compartilhado sentimentos deles sobre isso comigo, até por que ele é uma pessoa bem reservada.
"E" também conheci no ensino médio e assim como o "F" nossa amizade só floresceu depois do ensino médio. Já contou que sempre quis se aproximar durante os tempos de escola mas que tinha dificuldades, me achava legal e queria ser meu amigo. Conversamos bastante, ele tem depressão [eu também, BTW] e conversei muito com ele sobre isso, ele sempre falava comigo quando estava mal, contava quando ocorria algo que o deixava triste.

NOSSA RELAÇÃO
Minha amizade com o E e F possui uma dinâmica diferente da minha amizade com a M.
Com o E e F , que são gamers, passamos bastante tempo discord e jogando (geralmente LoL). Sempre me chamam, ou chamo eles, para jogar. Passamos praticamente 3 anos seguidos entrando discord pela manhã e desligando as 3 da manhã.
Com a M eu possuo uma relação de conversar sobre rotina, coisas da nossa vida, falar sobre assuntos em comum e etc... Ela possui ansiedade social, então sempre que a ela precisa sair para algum compromisso, geralmente eu ia com ela.

CONTEXTUALIZANDO O PROBLEMA
Durante o final de 2019 e o decorrer de 2020 eu comecei a ter algum problemas na minha relação para com eles.
Primeiramente que eu não sou uma pessoa de brigar, discutir. Eu falo meus sentimentos, exponho minhas angustias e amores. Eu deixo transparecer para a outra pessoa que eu gosto dela e que ela tem valor pra mim. Quando eu me sinto prejudicado, ou que estou prejudicando, eu chamo pra conversar. Expor os lados, combinar uma melhor forma de se comunicar. E isso sempre funcionou, expecialmente com a M.
O F é bem quieto, quase não tenho problemas com ele, mas paramos de conversar bastante nesse período.
O E sempre me chama, como eu disse, para falar DELE e nunca para saber sobre MIM. Eu me sinto um despejo de lixo emocional descartavel. Conversei com ele 2 vezes sobre isso, surtiu um efeito temporario mas logo se repete. Eu não "reclamo" mais sobre isso, apenas deixo pra lá. Ele sempre comete microagressões comigo (Ou é ignorante, ou me deixa falando sozinho, não demostra interesse na nossa relação, etc.) e eu quase sempre deixo pra lá, já que quando falo sobre não a efeito.
Tenho dificuldade de concentração e um ambiente pouco favorel pra tal esforço, então se empenhar melhor em jogos online competitivamente é dificil pra mim. Quando eu jogo com E e F, acabo ficando um pouco pra trás nas partidas. E ambos, como a maioria dos homens hetéros, brincando ofendendo. E tudo bem por mim, pq eu também brinco assim com eles. Mas durante os jogos eles pegam um pouco mais pesado, e isso me deixa mais desconcentrado e abalado emocionalmente durante as partidas e mesmo eu pedindo pra diminuirem esse tipo de brincadeira, o E só ficava cada vez mais nervoso com as percas e o F não consegue se comunicar de outra forma. Então eu deixo pra lá e sigo jogando como posso. Comecei a ser taxado de "emocionado" e "emotivo" nas entrelinhas.
Porém nesse periodo eu comecei a perceber que eles não me chamavam mais. Nao só pra jogar, o que seria totalmente compreensivel pra mim se eles quisessem subir mais rapidamente competitivamente, mas também para conversar discord. Várias e várias vezes eles estavam conversando e jogando e não me chamavam. Se eu entrava na sala do discord, automaticamente eu sentia o clima mudar para algo como "olha só quem chegou.". E assim que as partidas terminavam e eu ainda estava lá, eles enrolavam e criavam desculpas para não me chamar, mesmo eu nem solicitando participar das partidas, e saiam do discord. Quando havia mais colegas, eles conversavam e se eu falava algo eu acabava ignorado.
Não entro mais nas salas quando vejo eles online.

O GRANDE BOOM DA QUESTÃO
Nesses dias de isolamento social estou seguindo a risca, moro com minha mãe e desde que meus pais se separaram as coisas ficaram dificeis para nós. Se eu saisse e trouxesse algo para dentro de casa e ela ficasse doente eu me sentiria extremamente mal.
M me chamou para dormir na casa dela, já que não saio desde janeiro + isolamento social. Disse que não iria por enquanto por causa do isolamento.
Esse mês é aniversário do E, ele queria fazer uma festa pois acredita que o Covid é algo leve a não se preocupar e onde ele mora não soube de casos. Eu insisti que não queria colocar a vida da minha mãe em risco (além de não querer ser injusto com a M) e que não iria e ele se tornou extremamente ignorante, falando que eu não fosse então que ele não faria questão.
Deixei pra lá.
Depois minha mãe acabou que está furando a quarentena então eu decidi ir a festa com a M e dormir na casa dela por 2 dias depois e não sair mais denovo, só para agradar meus amigos e ir ver eles.
Alguns dias depois eu olhei discord e estavam E e F + alguns colegas nossos, totalizando uns 6 ou 7 pessoas na sala do discord conversando e jogando juntos.
Me senti um 0 a esquerda, alguém que não faria a diferença de estar ali ou não. Já que ninguém me chamou,
Então resolvi jogar um verde. Chamei o E e falei pra ele me avisar quando chegasse do trabalho para que jogassemos o modo novo que lançou num jogo em comum que jogamos.
Depois de 5 minutos ele me responde; "cheguei". Mesmo já estando no discord. Enquanto aguardava ele eu já jogava uma partida (duram em media 15, 20 minutos). Então ele decidiu jogar uma enquanto eu terminava a minha, a minha acabou rapido e fiquei 15 minutos esperando ele.
Assim que a partida dele acabou, os nossos colegas começaram uma juntos e ele reclamou que os meninos não chamaram ele.
Na minha frente.
Esperando ele por 15 minutos.
Então ele virou para mim e me chamou pra jogar. Neguei e disse que não era segunda opção e sai da sala.
F veio perguntar o que aconteceu, eu não queria conversar, mas ele acabou falando que se fosse pelo motivo de qual o E falou, eu estava fazendo tempestade em copo d'agua.
Acabei desabafando com a M e pedi para que ela não falasse para o E nem para o F, sendo que ela é uma pessoa que minha confiança é extrema.
Ela falou pro F.
Me senti extremamente triste, mas resolvi fingir demencia e acabei indo na festa e na casa da M.
Na festa o E ficou grudado comigo, rimos bastante. (em algum momento falando sobre games eles comentaram que jogaram com fulano esses dias, falei que conseguia ver todas as chamadas no discord, entao já sabia disso) e na casa da M, com a propriedade de 8 anos de convivência, senti que ela não queria que eu estivesse ali. Ela chamou 2 primas dela para passar o dia ali e eu acabei ficando de canto, mesmo tentando me enturmar. Não aguentei ficar 2 dias e acabei indo embora no outro dia.
Hoje, alguns dias depois, aguardando o E e o F pra jogar vi que eles estavam jogando com outros amigos e me deixaram de lado, mesmo eu tendo falado que iria esperar o E chegar em casa pra jogar. Dessa vez nao usaram discord.

Minha grande questão é:
Eu me senti muito mal com isso que ocorreu nos ultimos dias. A dor psiquica transpassou e eu senti um aperto no peito. A unica vez que senti uma tristeza e rejeição tão grande, foi quando tive minha primeira paixão e ela brincou comigo, já namorando outra pessoa. Quando minha depressão começou efetivamente. Nunca pensei que ia ter essa sensação no peito denovo. Amizades de quase 8 anos e me evitando.
Por um momento eu sinto que estou sofrendo algum tipo de manipulação ou gaslighting deles. Sendo feito de bobo, como se fosse bom me manter por perto pq eu sou idiota o suficiente pra atender as necessidades deles quando preciso. Outras que eu realmente estou sendo exagerado e que é tudo da minha cabeça.
Passei a tarde chorando hoje, por que são as unicas 3 pessoas que eu tenho realmente ativamente na minha vida. Tenho alguns amigos, mas nossas relação ainda não são tão bem cultivadas e nem temos coisas em comum para desfrutar (como os jogos por exemplo) e não sei o que fazer.
Se eu falar algo, vai ser "outro piti" para eles e logo as coisas voltam ao "normal".
Se eu ficar quieto e deixar isso rolando, meu sofrimento psiquico só vai aumentando.

Não sei o que fazer.
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2020.07.27 23:03 Motoba Motocicletas no CORREDOR, esclarecimentos.

Motocicletas no CORREDOR, esclarecimentos.
É sempre bom lembrar, antes de comentar:
- Meu objetivo não é converter ninguém, e sim que todos possam refletir sobre o assunto. Sim, os motociclistas/motoqueiros no Brasil não respeitam diversas leis de trânsito, assim como os motoristas de carro. O objetivo aqui é falar sobre o "corredor".
- Seja educado, use argumentos concretos e embasados, não apenas sua opinião.
- Casos que aconteceram com seu pai, sua amiga, seu cabeleireiro ou mesmo "com todo mundo que você conhece", não são evidências para eventos ou comportamentos em escala nacional.
Vou dividir minha argumentação em três frentes, sobre o que é (1) seguro, (2) correto e (3) realista.
Cuidado ao comentar sem ler tudo, mas para os preguiçosos, as conclusões são:
(1) - Utilizar o corredor é mais seguro para o motociclista.
(2) - De acordo com a lei, a prática é permitida.
(3) - O corredor trás benefícios para todos, o problema é o comportamento dos condutores (motos e carros).

1 - É mais perigoso trafegar pelo corredor?

O seguinte vídeo trás alguns argumentos embasados em estudos, que irei discutir. O vídeo trás outras informações relevantes, mas os estudos são citados a partir dos 06 min 45 s. https://www.youtube.com/watch?v=JNGD9AAIfFU
O Brasil e o resto do mundo carece de estudos focados em motocicletas no trânsito, isso é um fato. Um dos maiores estudos feitos sobre segurança de motocicletas no trânsito é o Relatório Hurt (The Hurt Report) de 1981, que tem como autor principal o Prof. Harry Hurt. Apesar de ter 30 anos e ser referente aos EUA, esse relatório utilizou uma sólida base de dados de acidentes envolvendo motos, o que faz dele relevante quando estamos falando de segurança no trânsito de uma forma geral.
Uma das principais conclusões é que 2/3 (66%) dos acidentes envolvendo motos e carros foram causados pelo carro, e o tipo mais comum é a colisão traseira. Andar no corredor diminui significantemente a probabilidade de um carro colidir na traseira de uma moto. A colisão traseira por um carro é um cenário em que o motociclista não tem controle nenhum da situação para evitar o acidente.
O Departamento de Transporte dos EUA fez um estudo comparando acidentes de moto na Califórnia, Texas e Florida, andar no corredor é permitido apenas na Califórnia. A conclusão foi que as mortes causadas por colisões traseiras (carros batendo em motos) foi 30% maior no Texas e Flórida do que na Califórnia.
Quando o motociclista se posiciona no centro da faixa, entre dois carros, ele tem muito menos visão do tráfego, e está sujeito a ser prensado entre dois carro em caso de colisão. Trafegar pelo corredor pode resultar em um número maior de acidentes, mas os acidentes que acontecem no corredor tem uma taxa de mortalidade muito menor que os demais, e o número de acidentes pode ser reduzido significativamente com a diminuição da velocidade com que as motocicletas trafegam.
Morrem muitos motociclistas no trânsito SIM, mas esse número deve-se ao método imprudente de pilotagem de motos e condução de carros, baixíssima qualidade dos equipamentos de proteção, motos em péssimas condições e falta de respeito à vida, NÃO à utilização do corredor.
A conclusão é que utilizar o corredor é mais seguro para o motociclista.

2 - Aqui vou abordar as tecnicalidades legais sobre o assunto. Motos podem, por lei, circular no corredor?

Deve-se entender que regras e leis não são absolutas, principalmente porque:
- Um comportamento pode estar dentro da lei e ser imoral, portanto "errado", ou vice-versa.
- As leis refletem as necessidades do seu tempo, e podem tornar-se obsoletas.
- Muitas vezes leis são elaboradas por políticos sem o conhecimento técnico necessário, ou para atender demandas políticas e econômicas, sem ter como objetivo o que é melhor para a sociedade.
Continuando, não há um artigo no Código Brasileiro de Trânsito que proíba explicitamente a circulação de motos no corredor. Originalmente a proibição era prevista no artigo 56, mas foi vetada por Fernando Henrique Cardoso em 1997, sob a premissa de que a agilidade das motos seria afetada, injustificando a utilização desse tipo de veículo.
Apesar de não haver a proibição, comumente é utilizado como argumento contra a circulação em corredores o artigo 192:
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo: Infração - grave; Penalidade - multa
Entretanto não é especificado qual é a "distância de segurança lateral" necessária entre motos e carros, nem mesmo entre carros. Isso deixa a interpretação em aberto, como muitas outra lacunas na lei.
Para alguns casos existem outros artigos que sanam a dúvida, como a proibição de ultrapassagem pela direita em estradas. Portanto em estradas e rodovias, não existe "corredor".
Para fiscalizar a utilização do corredor em perímetro urbano, até então era utilizado o bom senso (o que, como sabemos, sempre esteve em falta no Brasil e no mundo). Deveriam ser levados em conta fatores como a velocidade da moto e dos carros próximos, comportamento do motociclista na condução do veículo, situação do trânsito (parado, devagar) etc.
Acabou de ser aprovado (24/06/2020) pela Câmara dos Deputados (texto do deputado Juscelino Filho - DEM-MA) um projeto de lei com a intenção de regulamentar a circulação de motocicletas, com um dos principais pontos sendo a permissão do trânsito de motocicletas no espaço formado entre os carros, o "corredor".
A conclusão é que, de acordo com a lei, a prática é permitida.

3 - O que é realista e de fato faz sentido para o Brasil?

Beira o impossível tornar ilegal a prática de circular pelo corredor, e mesmo que de uma hora para a outra isso acontecesse, seria mais impossível ainda fiscalizar o cumprimento da lei. Além disso, se motos tivessem que circular como carros, o trafego em centros urbanos seria inviável devido ao trânsito, e a taxa de mortalidade de motociclistas seria maior.
Deve-se, portanto, entender a origem do problema. Um exemplo prático: assim como o corredor de motos, os caixas rápidos dos mercados servem para agilizar o processo em questão, porém a má utilização desse sistema pelos usuários trás prejuízo para todos, apesar do aparente benefício para os mal educados. A utilização dos corredores trás, na prática, benefício para todos, garantindo a entrega mais rápida de compras, diminuindo o número de veículos "engarrafados" no trânsito, diminuindo o consumo de combustível etc. Um estudo belga citado no vídeo indica que se 10% dos motoristas de carro começassem a utilizar motos, o trânsito teria uma melhora de 40%. São conclusões vagas e de outro país, mas dá uma ideia da vantagem que a utilização da motocicleta trás para todos.
O problema em questão é a EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO. Se motoristas de carros pilotassem motos, cometeriam as mesmas ilegalidades, e vice-versa. Voltamos então aos maiores problemas do trânsito brasileiro: a péssima formação dos condutores nas autoescolas e a plena falta de educação do brasileiro. Lembrando que educação é quando você segue as regras por saber que aquilo é o correto e trás mais benefícios para todos, e obediência é quando você segue as regras porque pode ser punido caso não as siga.
A conclusão é que o corredor trás benefícios para todos, o problema é o comportamento dos condutores (motos e carros).


https://preview.redd.it/ss81jaiwrgd51.jpg?width=640&format=pjpg&auto=webp&s=6da3f7d61871168dc55bc786ad23708847f2ff55
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2020.07.27 22:58 Motoba Motocicletas no CORREDOR, esclarecimentos.

Motocicletas no CORREDOR, esclarecimentos.
É sempre bom lembrar, antes de comentar:
- Meu objetivo não é converter ninguém, e sim que todos possam refletir sobre o assunto. Sim, os motociclistas/motoqueiros no Brasil não respeitam diversas leis de trânsito, assim como os motoristas de carro. O objetivo aqui é falar sobre o "corredor".
- Seja educado, use argumentos concretos e embasados, não apenas sua opinião.
- Casos que aconteceram com seu pai, sua amiga, seu cabeleireiro ou mesmo "com todo mundo que você conhece", não são evidências para eventos ou comportamentos em escala nacional.

Vou dividir minha argumentação em três frentes, sobre o que é (1) seguro, (2) correto e (3) realista.

1 - É mais perigoso trafegar pelo corredor?

O seguinte vídeo trás alguns argumentos embasados em estudos, que irei discutir. O vídeo trás outras informações relevantes, mas os estudos são citados a partir dos 06 min 45 s. https://www.youtube.com/watch?v=JNGD9AAIfFU
O Brasil e o resto do mundo carece de estudos focados em motocicletas no trânsito, isso é um fato. Um dos maiores estudos feitos sobre segurança de motocicletas no trânsito é o Relatório Hurt (The Hurt Report) de 1981, que tem como autor principal o Prof. Harry Hurt. Apesar de ter 30 anos e ser referente aos EUA, esse relatório utilizou uma sólida base de dados de acidentes envolvendo motos, o que faz dele relevante quando estamos falando de segurança no trânsito de uma forma geral.
Uma das principais conclusões é que 2/3 (66%) dos acidentes envolvendo motos e carros foram causados pelo carro, e o tipo mais comum é a colisão traseira. Andar no corredor diminui significantemente a probabilidade de um carro colidir na traseira de uma moto. A colisão traseira por um carro é um cenário em que o motociclista não tem controle nenhum da situação para evitar o acidente.
O Departamento de Transporte dos EUA fez um estudo comparando acidentes de moto na Califórnia, Texas e Florida, andar no corredor é permitido apenas na Califórnia. A conclusão foi que as mortes causadas por colisões traseiras (carros batendo em motos) foi 30% maior no Texas e Flórida do que na Califórnia.
Quando o motociclista se posiciona no centro da faixa, entre dois carros, ele tem muito menos visão do tráfego, e está sujeito a ser prensado entre dois carro em caso de colisão. Trafegar pelo corredor pode resultar em um número maior de acidentes, mas os acidentes que acontecem no corredor tem uma taxa de mortalidade muito menor que os demais, e o número de acidentes pode ser reduzido significativamente com a diminuição da velocidade com que as motocicletas trafegam.
Morrem muitos motociclistas no trânsito SIM, mas esse número deve-se ao método imprudente de pilotagem de motos e condução de carros, baixíssima qualidade dos equipamentos de proteção, motos em péssimas condições e falta de respeito à vida, NÃO à utilização do corredor.
A conclusão é que utilizar o corredor é mais seguro para o motociclista.

2 - Aqui vou abordar as tecnicalidades legais sobre o assunto. Motos podem, por lei, circular no corredor?

Deve-se entender que regras e leis não são absolutas, principalmente porque:
- Um comportamento pode estar dentro da lei e ser imoral, portanto "errado", ou vice-versa.
- As leis refletem as necessidades do seu tempo, e podem tornar-se obsoletas.
- Muitas vezes leis são elaboradas por políticos sem o conhecimento técnico necessário, ou para atender demandas políticas e econômicas, sem ter como objetivo o que é melhor para a sociedade.
Continuando, não há um artigo no Código Brasileiro de Trânsito que proíba explicitamente a circulação de motos no corredor. Originalmente a proibição era prevista no artigo 56, mas foi vetada por Fernando Henrique Cardoso em 1997, sob a premissa de que a agilidade das motos seria afetada, injustificando a utilização desse tipo de veículo.
Apesar de não haver a proibição, comumente é utilizado como argumento contra a circulação em corredores o artigo 192:
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo: Infração - grave; Penalidade - multa
Entretanto não é especificado qual é a "distância de segurança lateral" necessária entre motos e carros, nem mesmo entre carros. Isso deixa a interpretação em aberto, como muitas outra lacunas na lei.
Para alguns casos existem outros artigos que sanam a dúvida, como a proibição de ultrapassagem pela direita em estradas. Portanto em estradas e rodovias, não existe "corredor".
Para fiscalizar a utilização do corredor em perímetro urbano, até então era utilizado o bom senso (o que, como sabemos, sempre esteve em falta no Brasil e no mundo). Deveriam ser levados em conta fatores como a velocidade da moto e dos carros próximos, comportamento do motociclista na condução do veículo, situação do trânsito (parado, devagar) etc.
Acabou de ser aprovado (24/06/2020) pela Câmara dos Deputados (texto do deputado Juscelino Filho - DEM-MA) um projeto de lei com a intenção de regulamentar a circulação de motocicletas, com um dos principais pontos sendo a permissão do trânsito de motocicletas no espaço formado entre os carros, o "corredor".
A conclusão é que, de acordo com a lei, a prática é permitida.

3 - O que é realista e de fato faz sentido para o Brasil?

Beira o impossível tornar ilegal a prática de circular pelo corredor, e mesmo que de uma hora para a outra isso acontecesse, seria mais impossível ainda fiscalizar o cumprimento da lei. Além disso, se motos tivessem que circular como carros, o trafego em centros urbanos seria inviável devido ao trânsito, e a taxa de mortalidade de motociclistas seria maior.
Deve-se, portanto, entender a origem do problema. Um exemplo prático: assim como o corredor de motos, os caixas rápidos dos mercados servem para agilizar o processo em questão, porém a má utilização desse sistema pelos usuários trás prejuízo para todos, apesar do aparente benefício para os mal educados. A utilização dos corredores trás, na prática, benefício para todos, garantindo a entrega mais rápida de compras, diminuindo o número de veículos "engarrafados" no trânsito, diminuindo o consumo de combustível etc. Um estudo belga citado no vídeo indica que se 10% dos motoristas de carro começassem a utilizar motos, o trânsito teria uma melhora de 40%. São conclusões vagas e de outro país, mas dá uma ideia da vantagem que a utilização da motocicleta trás para todos.
O problema em questão é a EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO. Se motoristas de carros pilotassem motos, cometeriam as mesmas ilegalidades, e vice-versa. Voltamos então aos maiores problemas do trânsito brasileiro: a péssima formação dos condutores nas autoescolas e a plena falta de educação do brasileiro. Lembrando que educação é quando você segue as regras por saber que aquilo é o correto e trás mais benefícios para todos, e obediência é quando você segue as regras porque pode ser punido caso não as siga.
A conclusão é que o corredor trás benefícios para todos, o problema é o comportamento dos condutores (motos e carros).


https://preview.redd.it/lce1dmjirgd51.jpg?width=640&format=pjpg&auto=webp&s=f548b15cdd42805431e96dbe797ac50febf378cf
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2020.07.25 18:04 SMZero O grande problema da organização social humana nesse século

Imagine um ser humano com o tamanho 5x maior do que um ser humano comum.
Você provavelmente imaginou errado. Um ser humano desse tamanho não poderia ser como um ser humano normal. A razão disso é que seus órgãos não apenas precisariam apenas ser de um tamanho proporcional, eles necessitariam de designs diferentes também. Haveria um delay pra enviar informações do cérebro pras extremidades, o coração teria problema pra bombear o sangue, etc. A mudança em qualquer parte acarretaria em um cascata de mudanças necessárias, que acabaria em um design completamente diferente.
A lição geral a ser aprendida aqui é: escala faz TODA a diferença no design de sistemas complexos.
E esse é o maior problema que a humanidade enfrenta hoje na nossa forma globalizada de organização social: escala.
Digamos que alguém diga que socialismo funciona, ou que não funciona. A resposta adequada seria: "em que escala?". Sabemos que socialismo aplicado a um país inteiro resulta em péssima alocação de recursos e muitas mortes, mas quando algumas poucas dezenas de pessoas resolvem organizar-se em uma fazenda, por exemplo, tomar decisões debatidas coletivamente, dividir recursos, funciona. Aliás, famílias possuem uma organização "socialist like". Os pais (ou apenas um) alocam recursos centralmente, pensando no bem-estar coletivo, e há divisão dos recursos.
Nunca antes na história da humanidade a complexidade social aumentou tanto. Pra lidar com esse aumento de complexidade, nossa resposta foi apenas "crescer" nossas estruturas organizacionais. Algumas poucas empresas nunca estiveram tão grandes (super alavancadas por bancos centrais), governos regulando cada vez mais, etc.
E esse modelo já passou do prazo de validade. Empresas grandes demais falham em atender as reais demandas dos consumidores, governos grandes demais falham adequadamente representar o povo, em aplicar as regras corretas e resolver conflitos. Com o tempo, a desconexão entre essas estruturas e a realidade apenas cresce, até o ponto em que eles começarão a falhar (de maneira catastrófica), e deverão se adequar a nova complexidade.
Eu não tenho bola de cristal. Não sei como o futuro será. Mas sei que essa escalada em complexidade requer menos dependência em intermediários e mais interações peer-to-peer. Mais empresas pequenas, mais produção local, menos intervenção de governos centrais e mais decisões feitas por governos locais. Acredito que tecnologias de registros distribuídos, inteligência artificial, etc serão o caminho para aumentar mais a autonomia de indivíduos e grupos pequenos.
tl;dr: escala é importante pra designs de sistemas complexos, há uma desarmonia entre as escalas das nossas estruturas organizacionais com a realidade, e elas deverão sofrer mudanças no futuro.
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2020.07.05 21:54 DeepBluePacificWaves Relatos de um domingo depressivo

Hoje eu acordei como em todos os domingos. Triste, solitário e de folga. Nunca consegui entender o que acontece nesses dias. Não me sinto produtivo, embora saiba que esse é o único dia que tenho para seguir com meus projetos com calma.
Mas hj era diferente. Era o meu dia de preparar o almoço. Após uma manhã preguiçosa jogando Civilization e uma ducha banhada em silêncio, preparei pela primeira vez o meu prato favorito (strogonoff de frango com refrigerante gelado).
Quase errei a receita, que minha mãe me passou mais cedo antes de ir pra igreja, mas com sorte eu já tenho alguma experiência na cozinha pra lidar com essas coisas sem esquentar a cabeça. No final deu tudo certo, embora tivesse medo de que o molho tivesse ficado com muito gosto de tomate.
Preparei a sala de melhor forma que pude (a namorada do meu irmão iria almoçar conosco hj) e deixei o arroz e o molho prontos pra que no hora do almoço pudéssemos sentar e comer. Mas minha família, como sempre, se enrolou na saída da igreja e não me avisaram. Fiquei esperando até quase 15h00 quando todo mundo chegou pra comer.
A comida estava meio fria, mas não me importei muito. Pensei nisso como uma espécie de punição por me fazerem esperar tanto sem ao menos me avisar. Conversa aqui, papo lá e eu fiquei só escutando, como se de longe. O culto foi bem (meus pais ministraram o louvor e passaram a semana inteira treinando os "worships" da igreja), o filho do pastor (que aliás tem o mesmo apelido que eu) não quis ir pra igreja pq não achou ir nessa pandemia e ainda fez bem em criar um climão no grupo lembrando todo mundo do número se mortos e infectados. Meu pai, é claro, não gostou da atitude e acha que ele está sendo imaturo (segundo ele as pessoas precisam sair uma hora). Fico imaginando o que ele pensa de mim, que não saio desde de março, no começo da pandemia.
A conversa se desenrolou de tal modo que chegaram no assunto das "Lembranças da Feliz do Adolescente Padrão™" no acampamento da igreja. Falaram sobre as pegadinhas e as zoeiras, os namoros e as intrigas e tudo mais. Nessa parte me senti mais alienígena possível. Se antes eu não estava no clima pra um almoço de domingo, agora eu estava me culpando por não ter a vida que deveria ter tido. É até estranho pensar que o meu irmão menor se tornou tão normal. Às vezes eu percebo que ele age comigo como se eu fosse mais novo do que ele, como se ele fosse mais maturo pra idade. E embora eu saiba que já sou um adulto com as minhas responsabilidades (emprego e contas pra pagar), às vezes eu me pergunto se isso não é verdade.
Desde antes da pandemia eu sempre me fui uma pessoa muito criativa, mas muito fechada no próprio mundinho. Não é como se eu não quisesse crescer e amadurecer, ou seja, me tornar a melhor forma do que eu posso ser, mas é que muitas vezes eu me pego de volta no meu mundo de sonhos e quando eu em dou conta, já é tarde demais.
Como sempre, eu tive que ser estranho e me afastei das pessoas para tentar entender o que eu estou passando, mas não antes de me contemplar enquanto limpo o almoço de domingo. Minha mãe não achou justo, já que quem cozinha não limpa e foi me ajudar. Ela achou estranho que eu tivesse servido as pessoas e limpado a bagunça, mas eu achei que era responsável pelo almoço de hoje, então eu sinto que não fiz mais do que a minha obrigação.
Agora vou descansar e me preparar psicologicamente para amanhã, quando serei forçado (por conta de circunstâncias foras do controle de qualquer um no momento) a voltar a atender na linha da central de atendimento da minha empresa. Sei que deveria estar grato por estar trabalhando nesse momento tão complicado, mas também que não me darei bem atendendo voz (ainda mais um produto tão cheio de detalhes quanto esse que trabalho), mas quando migrei pro setor de e-mail eu tinha esperanças de que nunca mais precisasse atender um cliente em linha novamente. Mas de novo, ninguém esperava a porcaria de uma pandemia mundial, então acho que a única coisa que eu posso fazer é viver um dia de cada vez.
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2020.07.02 07:20 clathereum2 Psicanálise e protestos II, do Trauma ao Fascismo

Em um artigo encantador da psicanalista e professora da faculdade de medicina da UFRJ, Liana Albernaz, temos à disposição uma bela reunião de ideias que nos ajudam a pensar melhor a estruturação do fascismo e a desigualdade na luta entre os que o erigem e os que estão mais empenhados em lutar contra esse movimento: os traumatizados. O movimento de barbárie acrescida que é a performance fascisizante mostra-se resistente quando atacado porque sua estruturação se dá com a retirada do poder pleno da arma que lhe pode derrubar: o discurso. Tirando a força plena do discurso erige-se fenomenalmente o trauma.
Adicionado a isso, a resistência à simbolização do real que reitera, o tempo todo, que o outro tem algo de mim, algo inquietante que clivei e que não vejo mais, intensifica e distancia ainda mais estes dois polos, fazendo até com que os outros, distribuídos ao longo do espectro trauma-fascismo se sintam perdidos, "na lama", como diz a Liana, e sem saberem limpar-se nessa poça, como pede o Zaratustra, do Nietzsche.
"O bárbaro é aquele que se vê impelido, pela pobreza da experiência, a ir em frente e começar de novo a construir com pouco, de maneira implacável, sem olhar para os lados nem para trás" (Benjamin, 1933/1987a, citado por Albernaz, p.76);
Ao analisar a obra cinematográfica brasileira "Praça Paris", filme no qual uma psicanalista branca atende uma favelada preta, a autora elabora uma interpretação do trauma que põe em relevo e revela o bojo do social na sua perpetuação e manutenção - onde descobrimos também o facismo.
"O elemento fundamental que produz um trauma desestruturante é o desmentido. Este, no modelo do trauma sexual, é a negação ou a indiferença de um adulto diante de uma criança quando ela o procura para simbolizar uma experiência pela qual passou. Os danos provocados pelo desmentido são catastróficos se ainda não está pronta a constituição narcísica do sujeito.
A estrutura do desmentido é triangular: há um adulto agressor, uma criança agredida e outro adulto ao qual a criança pode recorrer. É esse segundo adulto que pode emprestar sentido à experiência da criança. A experiência vivida pela criança, incompreensível para ela, é dotada de tal intensidade que a criança não consegue metabolizá-la por si só. É pura angústia. Ao buscar amparo com um adulto, este pode acolhê-la e significar o acontecido ou falhar nessa função, desmentindo.
(...)
O paradoxo do trauma se sustenta assim: seu destino subjetivador ou dessubjetivador depende do processo de afetação com o mundo, isto é, tanto do sujeito quanto da função terceirizante da rede social que o cerca. O trauma é, portanto, um conceito que está na interface do interno e o externo, do sujeito e da cultura.
A rede de afetação positiva permite processos introjetivos, trocas sensoriais, afetivas e linguageiras, garantindo a impressão de marcas psíquicas, base da potência criativa. Quando a rede de base - que envolve o sujeito e o social - deixa de prover essa possibilidade, o que se vive é o horror manifesto como violência" (idem, pp. 80-81)
Neste belo trecho há um quadro que podemos pensar não como exausto mas como proposta explicativa e instigativa de refletir sobre o quadro fenomenal do trauma. Substitua-se, por exemplo, no triângulo formador do trauma, os 2 adultos pela estrutura que oprime e a estrutura que deslegitima o discurso. Há aí uma espiral desesperadora de produção de desamparo, no qual até mesmo a forma de protestar perde seu vigor afetivo ao atingir os ouvidos que é suposto atingir, porque estes podem considerar esses discursos falaciosos, rancorosos, etc.
O aborto pela boca do pai; a negação dos abusos infantis e de idosos; o abuso de poder contra adolescentes de tez mais escura e mais pobres nas favelas por parte da polícia; a discriminação em relação pessoas de sexualidade diferente da maioria, são ações performativas que estruturam um trauma ao mesmo tempo que possuem o papel do "outro adulto", o Outro, as instituições que deveriam ser ouvidos, mas que desmentem porque puseram um gatilho no lugar do tímpano. Como Adam Phillips trouxe, "o ouvido fala melhor do quê qualquer língua". A recusa a ouvir a realidade da alteridade e da humanidade, do sentimento de "mesmidade" (sameness) presente, em potencial, em todos nós, fundamenta tal interpretação. Dá-se 80 tiros porque se sente mais e mais desconfortável ao perceber, nos momentos finais da retirada de uma vida, que "talvez aquele a ser assassinado não seja tão diferente de mim. Isso não me agrada, logo, atiro mais".
Pôr certas figuras como representantes de discursos é uma resposta afetiva de complexos não bem resolvidos dos indivíduos "normais", com o perdão da palavra. Ao trazer à tona, também, o Freud de "Totem e Tabu" e "Psicologia das massas e análise do Eu", a autora nos relembra do caráter paterno, da transferência do ideal do eu colocado naquele que pensam ser um deles pelas invectivas e discursos permeados de afetos que atacam, com desmesurada força, o que perigosamente se pensa ser objetivamente ruim; onde se pensa haver um consenso nacional. "Vocês também deveriam concordar que bandido bom é bandido morto! Qual a falha nesse argumento! Que importa se outras questões - que nem há consenso sobre serem problemas mesmo ou não - fiquem escanteadas?". Esse discurso periferiza variáveis que a realidade não se atém em mostrar todos os dias: os vieses raciais, sexuais, etc.
Monumentos, estátuas, documentos - a burocracia mesma enquanto monstro kafkaesco que produz as mais alienáveis vertigens e cegueiras à leitura que melhor considera as variáveis explanatória das mazelas sociais - são também uma perpetuação e romantização de morais obsoletas, contumazes à crítica contemporânea dos grupos resilientes que continuam em sua luta pela procura desamparada - enquanto crianças que somos todos nós parcialmente - de um ouvido que as ouça, que não desminta seus traumas cotidianos. Não é preciso um psicanalista pra isso; é preciso um ouvido. Você pode me dizer: "é fácil falar." Deveras. Difícil mesmo é ouvir, ouvir sem criar esse tipo de réplica infértil como um "pensamos diferentemente e tá tudo bem nisso". Mas pensar diferentemente não exclui, de todo, a possibilidade de mutações nas duas diferenças de modo que ao fim de uma discussão, continuem sendo posições diferentes e, ainda assim, mais maduras. De grão em grão.
Trazendo Walter Benjamin, Klein, Ferenczi, Freud, Goethe, Hegel, Arendt, dentre outros, este artigo, de 2018, continua relevante.
Podemos pensar ainda na contribuição de Adorno e Wilhelm Reich para, especialmente, a parte fascista do espectro trauma-fascismo. Não é algo novo a reiteração das ideias alemãs na literatura também. Na obra magna de Jonathan Littell, temos uma conversa curiosa do Aue com um médico dos KL's, (campos de concentração da Alemanha nazista)
"Tive uma conversa interessante com o Dr. Wirths a respeito, justamente, dessa questão da violência física, pois ela me lembrava problemas já encontrados nos Einsatzgruppen. Wirths concordava comigo, dizendo que até mesmo homens que a princípio batiam unicamente por obrigação acabavam por tomar gosto daquilo. 'Longe de corrigir os criminosos empedernidos', ele afirmava com veemência, 'nós homologamos sua perversidade ao lhes conceder todos os direitos sobre os outros prisioneiros. Chegamos inclusive a criar novos entre nossos SS. Esses campos, com os métodos atuais, são um foco de doenças mentais e desvios sádicos; depois da guerra, quando esses homens voltarem à vida civil, teremos um problema considerável nos ombros'. Expliquei-lhe que, pelas minhas informações, a decisão de transferir o extermínio para os campos decorria em parte dos problemas psicológicos que suscitava no seio das tropas designadas para as execuções em massa. 'Tudo bem', respondeu Wirths, 'mas eles apenas deslocaram o problema, principalmente ao misturar as funções do extermínio com as funções correcionais e econômicas dos campos comuns. A mentalidade engendrada pelo extermínio transborda e afeta todo o resto. Tive muita dificuldade para dar fim a essas práticas. Quanto às derivas sádicas, são frequentes, sobretudo entre os guardas, e frequentemente ligadas a distúrbios sexuais.' - 'O senhor tem exemplos concretos?' - 'É raro virem me consultar. Mas acontece. Há um mês, conversei com um guarda que está aqui há um ano. Um homem de Breslau, trinta e sete anos, casado, três filhos. Ele me confessou que espancava detentos até ejacular, até mesmo sem se masturbar. Ele não tinha mais nenhuma relação sexual normal; quando recebia uma licença, não voltava para casa, tamanha sua vergonha. Mas antes de vir para Auschwitz, ele me disse, era perfeitamente normal.' - 'E que fez por ele?' - Nas condições vigentes, não posso fazer muita coisa. Ele precisaria de um tratamento psiquiátrico contínuo. Tentei transferi-lo para fora do sistema dos campos, mas é difícil: não posso dizer tudo, senão ele será preso. Ora, é um doente, precisa de tratamento.' - E como acha que esse sadismo se desenvolve?', perguntei. 'Quero dizer em homens normais, sem nenhuma predisposição que se revelasse apenas nessas condições?' Wirths olhava pela janela, pensativo. Levou um longo momento para responder: 'Esta é uma questão sobre a qual refleti muito, e resolvê-la é muito difícil. Uma solução fácil seria culpar nossa propaganda, por exemplo, aquela com que Oberscharführer Knittel, que dirige a Kulturabteilung, catequiza nossas tropas aqui: o Häftling é um sub-homem, sequer é humano, logo é absolutamente legítimo espancá-lo. Mas não é simplesmente isso: afinal de contas, animais tampouco são humanos, mas nenhum de nossos guardas trataria um animal como trata os Häftlinge. A propaganda é um fator importante, mas a questão é um pouco mais complexa. Cheguei à conclusão de que o guarda SS não se torna violento ou sádico por julgar que o detento não é um ser humano; ao contrário, seu furor cresce e descamba para o sadismo quando ele percebe que o detento, longe de ser um sub-homem como lhe ensinaram, é, afinal de contas, um homem como ele é, e é essa resistência, veja, que o guarda acha insuportável, essa persistência muda do outro, logo o guarda o espanca para tentar destruir a humanidade comum de ambos. Naturalmente, isso não funciona: quanto mais o guarda bate, mais é obrigado a constatar que o detento se recusa a se reconhecer como não-humano. No fim, a única solução que lhe resta é matá-lo, o que é uma constatação definitiva do fracasso.' Wirths se calou..."
Admitir uma postura madura seria perder simbolicamente o pai. Isso assusta. Pressupõe vigilância e pensamento crítico; pressupõe não olhar mais para um outro específico - um governante ou um consanguíneo - como uma altura a se atingir, como um apêndice que externa nossa força e fertiliza nossa fantasia de força e de "his majesty the baby", de outrora, quando éramos indefesos e nos achávamos completos. Além disso, pressupõe, acima de tudo: uma entrada no pacto da alteridade, desconhecimento e mudança perenes, assim como a assunção da não-compreensibilidade completa, porque afinal, alguém que errou em sua escolha política, afetiva, profissional, etc., ao se dar conta disso agora, ao se perceber da obviedade do seu erro agora, também incorrerá no pensamento inevitável: como não vi isso? Por que agi daquela forma? Então, o que sobra de mim? Adicionado aos traumas e complexos dos agressores - porque, não tenhamos medo de dizê-lo: ao dizer que somos todos iguais dizemos que mesmo os indivíduos errados podem estar em sofrimento, um sofrimento que causa esse modo de agir cáustico - temos um cenário caótico de imaturidade afetiva. Com o grau de renúncia necessário para se manter em sociedade desregulado, portanto, contribuindo para uma alocução libidinal desvantajosa e que soma-se ao trauma como fator desestruturante, há de se perguntar, ao invés de "por que protestam assim?" um "por que demoraram tanto a protestar?" A resposta é velha, simples, repetida diversas vezes: é requerida educação. Agora, com uma especificidade: é requerida educação afetiva; encontro e enfrentamento dos demônios para a construção de uma saúde que aumente a força dos excluídos e faça os excludentes repensarem suas ações.
Fontes:
http://www.bivipsi.org/wp-content/uploads/RBP-3-2018-5.pdf (artigo citado);
"As benevolentes", de Jonathan Littell;
"A teoria freudiana e o padrão da propaganda fascista", de Theodor Adorno;
"The Mass psychology of fascism", de Wilhelm Reich;
Praça Paris, da diretora Lúcia Murat.
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2020.07.01 15:50 anrfp Cidade pequena

Quando me mudei pra uma cidade muita pequena do sul de minas comecei a ficar meio indignado com algumas atitudes das pessoas da cidade e não consigo entende-las até hoje, acabei saindo por alguns anos desta cidade, mas agora com a pandemia tive que voltar pra casa dos meus pais, desde então tenho presenciado algumas situações que voltaram a me incomodar, como quando morava aqui. Uma coisa que me deixa indignado ao extremo é que quem tem comércio, é de uma família "rica", ou tem alguma influência por algum outro motivo, acha que está acima da lei. Mesmo isso não sendo exclusividade de uma cidade pequena, algumas atitudes aqui foram inéditas pra mim, como subir o preço de um produto em um horário que é o único lugar aberto da cidade, vender coisas muito acima do preço, pela cidade ser pequena e os moradores não terem variedade de comércios para escolher, marcarem um horário de atendimento e não aparecerem no dia, fora outras pequenas atitudes no atendimento que me tiram do sério, que normalmente acontecem quando o dono do lugar ou algum parente te atende, quando é um funcionário o atendimento costuma ser melhor. Por não ser uma pessoa conhecida na cidade, onde vou é comum as pessoas me perguntarem onde moro, dependendo de como perguntam acho até legal pq parece que querem ser simpáticos puxando assunto, mas ontem mesmo do nada um cara velho que nunca vi na vida, chegou e me perguntou onde eu morava, eu falei e depois o cara virou a cara e não falou mais nada, são atitudes como essa que me deixam puto as vezes, o cara parecia que queria me intimar, do nada. Outra coisa que acho muito sem noção das pessoas é que você não pode ter nada de bom, se tem acham q você é rico, ou se você não tem família rica na cidade e não te conhecem é pior ainda, te questionam até se a casa que você mora não é alugada (isso já aconteceu comigo), sabendo dos detalhes e conhecendo as pessoas sei o pq desse julgamento, mas como não da pra provar nada e o texto ficaria muito extenso é melhor não expor. Enfim, fica aí minha indignação, isso aí é só a pontinha do iceberg, infelizmente não me sinto a vontade pra falar sobre outras coisas pq acabaria dando muita informação e se tem uma coisa que quero aqui é ser quase invisível hoje em dia e sair o mais rápido que der.
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2020.06.17 18:43 heloisamaciel Meu chefe fez uma vídeo chamada, super feliz, falando de voltar com os eventos

Oi gente!
Eu e meu marido trabalhamos com recreação, (recreação é meu segundo emprego, sendo o primeiro, a fotografia). Estamos sem trabalhar desde março e meio que nos conformamos com o fato de ter a possibilidade de voltar só final do ano ou ano que vem. Bom, dias depois que teve o anúncio de flexibilização, meu digníssimo chefe, mandou uma mensagem no nosso grupo de trabalho, marcando uma reunião, nesse mesmo dia, as 22h.
Só sei que quando li isso, eu já previ o que poderia ser dito nessa reunião.
Primeiro ele começou a falar que recreação em hotel já estava voltando a ativa e que ele estava começando a receber demanda, pra festas a domicílio (inclusive, tinha uma mãe pedindo festa pra esse domingo). Começou a falar, como os pais estavam preocupados com o fato de não conseguirem dar uma festa de aniversário para seus devidos Enzos, (atendemos o publico classe A, AA, então basicamente são preocupações banais de gente rica). O que mais me horrorizou foi o tom de festa que meu chefe e sua esposa estavam falando, sobre esse "aquecimento do mercado". Obviamente todos os recreadores que estavam na call, discodaram em retomar as atividades tão já, porque além de expor o cliente, estaríamos vulneráveis também....e sabemos que se algum recreador viesse a morrer de covid, o máximo que a empresa faria, seria escrever um textao bonito.
Resumindo, minha gente, é um absurdo a galera estar procurando esses serviços e é um absurdo ter pessoas que querem atender essas pessoas. O lucro está acima da vida, literalmente.
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2020.06.15 01:43 Lost-Morning Cadeia de Ma Zigu Peng Yunhui: Na vida de uma criança, não há "um passo" ao acaso, deve haver um "plano"! O Mazars Valley desenvolveu o "Manual do Proprietário para mães e filhos de 0 a 6 anos"

Cadeia de Ma Zigu Peng Yunhui: Na vida de uma criança, não há
妈仔谷连锁彭云辉:孩子的人生,“一步”都不能随意,该有“计划”!妈仔谷为你制定“0-6岁母婴成长使用说明书”
Cadeia de Ma Zigu Peng Yunhui: Na vida de uma criança, não há "um passo" ao acaso, deve haver um "plano"! O Mazars Valley desenvolveu o "Manual do Proprietário para mães e filhos de 0 a 6 anos"
文 周君君

https://preview.redd.it/nzp4szxjpy451.jpg?width=3648&format=pjpg&auto=webp&s=316e6fff974f58a648370cd8b1ecc2e1ec7c4185
如果你走入妈仔谷总部,你会看上墙上一幕幕彭爸爸的黑白照片。一个眼睛不大却自带喜感的男人用温柔充满着爱的眼神对婴儿每一个细节呵护的照片,有的是他在喂婴儿喝奶,有的是他为婴儿在按摩,有的是为婴儿在换尿片,有的是在跟婴儿说话,有的是哄婴儿睡觉,有的是给婴儿洗澡……每一幕,都让人感受到浓浓的父爱,深深的感动,深深的震撼。
Se você entrar na sede do Vale Ma Zi, verá a foto em preto e branco de Peng Peng na parede. Uma foto de um homem com olhos pequenos, mas com um sentimento de alegria que cuida de todos os detalhes do bebê com olhos gentis e amorosos, alguns estão alimentando o bebê para beber leite, outros estão massageando o bebê e outros estão trocando a fralda para o bebê. Alguns estão conversando com os bebês, outros estão convencendo os bebês a dormir e outros estão banhando os bebês ... Cada cena faz as pessoas sentirem o amor de um pai forte, profundamente comovido, profundamente chocado.
人生路不可随意,每一步都得用心地走,每种遇见都会在人生当中留下印记,无论遇见人,遇见事,遇见物件;据世界儿童心理学,行为学专家数据,一个人初生到这个世界时0-6岁,是感知能力最强的时候,他的一切“遇见”都会被他深刻的感知,然后雕刻在他潜意识深处,伴随他一生,影响他一生的每一次“抉择”。所以每个父母希望能用更正确的方法论,更专业的方法,更专业的“情绪”,去为孩子做更多“对”的事情,希望能让孩子“遇见”更多的美好。可是初为父母,几乎都是处于混沌状态。
O caminho da vida não pode ser aleatório. Cada passo deve ser tomado com cuidado. Todo encontro deixará uma marca na vida. Não importa quando você conhece pessoas, quando conhece coisas, quando conhece coisas; de acordo com dados de especialistas em psicologia e comportamento infantil no mundo, uma pessoa nasce aqui. O mundo tem de 0 a 6 anos. É o momento em que a capacidade de perceber é a mais forte. Todas as suas "reuniões" serão profundamente sentidas por ele e depois gravadas nas profundezas de sua mente subconsciente, que o acompanharão por toda a vida e afetarão todas as "escolhas" em sua vida. Portanto, todos os pais esperam usar metodologias mais corretas, métodos mais profissionais e "emoções" mais profissionais para fazer coisas mais "certas" para seus filhos, na esperança de fazê-los "encontrar-se" mais bonitos. Mas os primeiros pais estão quase em um estado de caos.
那时的彭云辉和妻子自然也处于混沌之列。十四年前,还是独生子女的时代,孩子的降生就是每个家庭最重要的事情和全部关注的中心。那年,彭云辉初为人父,那是种非常奇妙的体验。充满惊喜,感叹生命的神奇和伟大,同时,又诚惶诚恐,不知道该如何正确地去面对新生命的成长,总担心一个细节没做好给孩子带来创伤,造成悔恨。
Naquela época, Peng Yunhui e sua esposa estavam naturalmente no caos. Quatorze anos atrás, era a idade de ter apenas filhos.O nascimento de um filho é a coisa mais importante e o foco de todas as famílias. Naquele ano, Peng Yunhui era o pai e foi uma experiência muito maravilhosa. Cheia de surpresas, lamentando a magia e a grandeza da vida, ao mesmo tempo sincera e com medo, não sei como enfrentar corretamente o crescimento de uma nova vida, sempre preocupada que um detalhe que não seja bem feito traga trauma à criança e causará remorso.
女人刚生完孩子,作息时间完全被打乱,又对孩子的过分紧张,对环境的过于敏感,很容易产生一定的忧郁情绪,而哺乳期阶段情绪的忧郁或者波动却直接影响到母乳的质量和产量。而彭云辉妻子就属于这种类型,孩子不足两个月母乳已经不足以供应孩子的需求。吃什么奶粉,吃什么辅食就成了一家老小讨论研究的重要话题。彭云辉开始专心研习专业书籍,在网上收集经验,唯恐选择错误让新生孩子受到一点伤害。
Uma mulher acabou de dar à luz um filho, sua agenda é completamente interrompida, ela está excessivamente nervosa com o filho e é sensível demais ao ambiente. É fácil produzir uma certa quantidade de depressão. No entanto, a depressão ou flutuação do humor durante a lactação afeta diretamente a qualidade do leite materno. E rendimento. A esposa de Peng Yunhui pertence a esse tipo: o leite materno para crianças com menos de dois meses não é suficiente para atender às necessidades das crianças. Que leite em pó comer e que alimentos complementares se tornaram um tópico importante para os jovens discutirem e pesquisarem. Peng Yunhui começou a se concentrar no estudo de livros profissionais e na coleta de experiências na Internet, para que a escolha errada não prejudicasse um pouco o recém-nascido.
那一段日子,彭云辉夫妇感觉每天过的慌慌张张,像在打乱仗。面对孩子每一天的成长,父母不仅需要谨言慎行给他们最好的成长环境,同时还需要战战兢兢如履薄冰的挑选他的食物和用品。从吃,怎么吃,何时吃,吃什么。到用什么,如何用,用那种。好不容易能够把吃的用的折腾好,孩子脸上冒痘痘,生病发烧……全家又成了热锅上的蚂蚁,家中又开始演绎着兵荒马乱人心惶惶的大剧,去医院打针吃药又担心孩子摄入抗生素,不去医院,似乎网上的经验之谈许多也没有成效……
Naquela época, o casal Peng Yunhui sentia pânico todos os dias, como se estivesse travando uma guerra. Diante do crescimento dos filhos todos os dias, os pais não apenas precisam ter cuidado e proporcionar o melhor ambiente para o crescimento, mas também precisam escolher a comida e os suprimentos de uma maneira assustadora. De comer, como comer, quando comer e o que comer. Para o que usar, como usar, use isso. Afinal, eu era capaz de jogar a comida, o rosto da criança estava com acne e ele estava doente e febril ... toda a família se tornou uma formiga na panela quente novamente, e a família começou a realizar um drama terrivelmente perturbado por soldados e cavalos. Preocupado com as crianças que tomam antibióticos e não vão ao hospital, parece que muitas conversas sobre experiências on-line não são eficazes ...
彭云辉对自己的理解,认为自己最大的优点就是相信任何事只要通过用心的学习以及实践,多参考优秀的经验一定可以找到更正确的方法,以更正确的方法,制定更正确的计划去做好。
O entendimento de Peng Yunhui de si mesmo acredita que sua maior vantagem é que ele acredita que tudo pode ser encontrado através de cuidadoso estudo e prática, e referindo-se a uma excelente experiência. .
他开始满世界去求教母婴专家,阅读大量书籍,经常去向有优秀经验的人学习,功夫不负有心人。孩子未满周岁,他已经从一个‘无知’的混沌爸爸,成长为朋友圈中传说的‘母婴专家彭爸爸’。从孩子什么阶段选择什么奶粉,配以什么辅食,到如何安抚孩子入睡,到小儿推拿,到孩子简单的小毛病,过敏,头疼脑热,闹肚子,他都可以处理的游刃有余。朋友经常笑他说他是可以“制定婴幼儿成长全计划”的“彭博士,彭爸爸。”然而,朋友们自己成为父母时,又经常上门找“彭博士”讨教求助。后来发展成经常一群朋友抱着孩子围坐在“彭博士”家开“座谈会”,后来朋友的朋友也慢慢加入了这个“行列”。当孩子有个头疼脑热,吃喝拉撒异常,大家都已经默认先跑“彭博士”家。由于彭云辉原本就是佛系性格,温和而乐于助人,后来朋友圈都昵称他为“彭爸爸。”
Ele começou a procurar o conselho de especialistas em mães e bebês em todo o mundo, leu um grande número de livros e muitas vezes aprendeu com pessoas com excelente experiência. A criança tem menos de um ano de idade e cresceu de um pai caótico da ignorância para um lendário especialista em mães e bebês, Peng Peng, no círculo de amigos. Ele pode lidar com tudo, desde qual leite em pó a criança escolhe em qualquer estágio, qual alimento suplementar, como acalmar a criança para dormir, massagem infantil, pequenos problemas infantis simples, alergias, dores de cabeça, febre cerebral e problemas estomacais. Os amigos costumavam rir dele e diziam que ele era "Dr. Peng, pai Peng", que pode "fazer um plano completo para o crescimento de bebês e crianças pequenas". No entanto, quando os amigos se tornaram pais, muitas vezes procuravam o Dr. Peng para obter ajuda. Mais tarde, tornou-se um grupo de amigos segurando crianças em torno da casa do "Dr. Peng" para realizar um "simpósio" e, em seguida, amigos de amigos gradualmente se juntaram ao "posto". Quando a criança tem dor de cabeça e calor no cérebro, comer e beber Lhasa é anormal, todo mundo deixou de executar o "Dr. Peng" primeiro. Como Peng Yunhui era originalmente um personagem budista, ele foi gentil e prestativo.Mais tarde, seu círculo de amigos o apelidou de "Papa Peng".
那一年,彭云辉如平时一样一边吃着早餐一边读着报纸,一个醒目的标题吸引了他——产妇患抑郁抱着两个孩子跳楼。看完以后,他深深惊憾,久久不能平静,连续两天吃任何食物都味同嚼蜡,无法下咽。第二天,彭云辉和妻子商量,决定放弃奋斗十几年年营收超千万的贸易公司,开一家母婴店,他将从源头开始精选最好的吃用物品,同时,用他所学集合一些专家为初生父母们制定更专业的母婴全系统计划,以及母婴日常问题提供解决方案,他觉得这真是太重要了,他跟妻子讲起了昨天报纸上那骇人听闻的那則新闻,妻子听后唏嘘不已回想起自己曾经也患过轻微的产后抑郁,非常支持丈夫的选择,认为这确实是很有意义,能够帮助他人的事。
Naquele ano, Peng Yunhui estava tomando café da manhã e lendo o jornal como sempre, e uma manchete impressionante o atraiu - a mãe com depressão e segurando dois filhos pulando. Depois de assistir, sentiu-se profundamente arrependido por não conseguir se acalmar por um longo tempo, e comer qualquer comida por dois dias consecutivos com gosto de mascar cera e não conseguir engolir. No dia seguinte, Peng Yunhui discutiu com sua esposa e decidiu abrir mão de uma empresa comercial com uma receita anual de mais de 10 milhões de yuans e abrir uma loja para mães e bebês, que selecionará os melhores alimentos e suprimentos da fonte e, ao mesmo tempo, usará seu Aprenda a reunir alguns especialistas para formular um plano de sistema mãe-filho mais profissional para pais recém-nascidos e fornecer soluções para os problemas diários de mães e bebês.Ele acha que isso é realmente importante.Ele disse à esposa sobre as notícias apavorantes do jornal de ontem. Depois de ouvir isso, a esposa suspirou e lembrou-se de ter sofrido uma leve depressão pós-parto, apoiando muito a escolha do marido e achou que era realmente significativa e poderia ajudar os outros.
2005年彭云辉创立“妈仔谷”,字面意思是妈妈孩子在一个欢乐安全的世界里。“马仔谷”真正的寓意是,每一位马仔谷的服务顾问都能秉承大爱,幼吾幼以及人之幼,把天底下每个孩子都视如己出去爱和呵护,为宝爸宝妈提供科学育儿系统解决方案并帮助每个家庭把母婴养成计划落实到每一天的生活中去,让每个父母都能成为“母婴专家。”
Em 2005, Peng Yunhui fundou o "Vale Mãe", que literalmente significa que mãe e filho estão em um mundo feliz e seguro. A verdadeira implicação do "Mazi Valley" é que todo consultor de serviços do Ma Zi Valley pode defender grande amor, jovens e jovens, e tratar todas as crianças do mundo como se não estivessem por amor e carinho. Pais e mães fornecem soluções científicas para o sistema parental e ajudam cada família a implementar planos de desenvolvimento de mãe para filho em suas vidas diárias, para que cada pai possa se tornar um "especialista em mães e filhos".
而今妈仔谷已经成为母婴衣,食,住,行,用,教,乐,按摩,咨询,心理辅导等全方位一站式服务的互动机构,成为中国专业制定母婴计划的领先品牌。连锁店超过数百家,专业母婴顾问超过2000人,影响亿万家庭,成为亿万家庭信赖的知名品牌。
Hoje, a Ma Zai Gu se tornou uma agência interativa abrangente e abrangente para roupas de mãe e bebê, comida, moradia, viagens, uso, ensino, música, massagem, aconselhamento, aconselhamento psicológico, etc., e tornou-se a marca líder da China na formulação profissional de planos para mães e bebês. Existem mais de centenas de cadeias de lojas e mais de 2.000 consultores profissionais de mães e bebês, afetando centenas de milhões de famílias e tornando-se marcas bem conhecidas, confiadas por centenas de milhões de famílias.
彭云辉说:“我一直非常非常爱孩子,我非常爱孩子的笑,那是世界上最纯净的笑容,我们该感恩与孩子的“相遇”,我们该珍惜善待与孩子相处的每个时刻,我们得设法尽可能让他感知到这个世界很多很多的美好,遇见这个世界很多很多的爱,这就是妈仔谷存在的意义。”孩子诞生,我们不再恐慌,混沌,我们一起牵手去妈仔谷吧!
Peng Yunhui disse: "Eu sempre amo muito crianças. Amo muito o sorriso das crianças. Esse é o sorriso mais puro do mundo. Devemos ser gratos pelo" encontro "com crianças. Devemos valorizar cada momento que temos com crianças. Você tem que tentar fazê-lo sentir o máximo possível neste mundo, e conhecer muitos, muitos amores neste mundo, que é o significado da existência de Ma Zai Gu. "O nascimento de um filho, não mais entramos em pânico, caos, vamos para Ma Zai Gu Certo!
盘湘文化 周君君
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2020.06.06 17:24 Heldiabl0 LA FUGA

Oláa, Luba editores e turma, convidado não pq sei q não tem. Contar um dos maiores caso da minha vida, caso este que inclusive minha vida qse se vai (aconteceu faz uns 2 anos mas smp tive preguiça de contar digitando pq a historia é grande kkk) Uma garota, vou chama-la de Britney, com qm eu havia ficado algumas vezes 3 anos antes, do NADA começou a me mandar msgs, jogando conversa fora e tal. Eu sabia que ela namorava então nao a chamava pra sair, até que ela se cansou e me chamou. Eu disse que nao rolava de encontrar ela eqt ela namorasse, que se fosse p gnt sair era melhor q ela tivesse terminado. (Sinceramente, eu até sairia c ela namorando, não sou eu q tenho compromisso com alguém, mas já haviam boatos que esse namorado dela era meio doido então eu não quis KKKK) Passado poucas semanas, eu ainda conversava com ela de vez em qdo pelo wpp, ela deu ideia que tinha terminado, e afirmou q não pretendia nem voltar por conta do relacionamento abusivo que ela teve com esse cara, vou chama-lo de Brock. Blz, chegou o dia do encontro, que foi mais reuniaozinha q um encontro, eu + uns amigos meus e uns amigos dela (era uns 7 homens e 2 mulheres, com a Britney). Tivemos o role suave, nada dms, foi geral embora e ficou só eu e Brit. Começamos a nos agarrar, transamos, ficamo peladao na cama conversando e pa, aí do nada o telefone começa a tocar. Britney: só deixa tocar, dá nada -tel toca dnv -e dnv Me: Vei, só atende logo, pode ser alguma emergência Aí ela foi. Quem era? Eram os pais da Brit falando ''Fiquei sabendo q c fez uma festinha aí com um tanto de macho. N tem mais ngm aí com vc não, tem??'' Brit: tem não, ja foram embora *e eu ali do lado Pais dela: TEM CTZ? Brit: to falando carai Pais: pq recebi ligação dos pais do Brock, ele ficou sabendo da festinha q vc fez aí no ap, e eles me disseram que ele saiu de casa. Ta indo pra sua casa com ctz. Eu: puta que pariu vei, como q esse kra ficou sabendo?? (dps descobrimo q foi pelo story da amiga de Brit) Comecei a botar a roupa, colocamo uma musiquinha ali pra tocar pro clima ficar menos tenso, uns minutos depois começa o interfone a tocar loucamente PIUIUIUIUIUIUIU PUIIIUIUUIUIIU UIIUUIIU Fiquei tipo CARALHO, ta zuando c a minha kra q esse brother veio real. Britney, absurdamente ansiosa, literalmente tremendo, virou pra gaveta do criado-mudo do lado da cama dela e catou um martelo. UM FUCKING MARTELO. Assustado mas não demonstrando isso, peguei na maozinha dela e falei: Brit, fica calma, n vai acontecer nada, vou só ligar pra polícia aqui e a gnt espera, ta? Não precisamos de um homicídio mesmo que por legitima defesa aqui... Eu, estranhamente, nao tava tao assustado assim, pelo menos. Ela acenou com a cabeça, e trocou o martelo por um spray de pimenta q ela tinha kkkkk (nessa altura do campeonato passei a acreditar de verdade q o relacionamento dela c Brock foi abusivo) Liguei para a polícia, disse que o cara tava armado, pra eles agilizarem, e pedi pra q chegassem com urgência. Ok, um pouco dps de repente alguém tava batendo na PORTA DELA (ela morava no terreo do prédio), pensei ''Como esse filho da puta entrou aqui dentro?!?!'' (dps descobrimos q foi pq ele ainda tinha o controle do portão da garagem dela! Esqueci de mencionar que eles moravam juntos) Já começava a vir uns pensamentos tipo ''ok, é hoje que eu morro'' mas eu tava um pouco mais tranquilo por causa do spray de pimenta dela, que era muito forte, aí eu poderia usá-lo num ataque surpresa. Mas graças a zeus não precisou!! O interfone tocou denovo, era o pai da Brit, como ele ficou sabendo que Brock saira de casa, ele ficou preocupado e resolveu ir lá tb Entao brit virou p mim e disse: Agr tá tudo bem, Carls! Se joga aí da janela e vaza sem ngm te verrr (como disse, era no terreo, entao era fácil pular). Calcei meus tenis, botei o cinto no pescoço, pulei a janela, fiquei engatinhado entre os carros da garagem, olhando prum lado, pro outro, pra ver se eu via alguém, ou o pai da garota, ou o ex dela. E no que eu balançava a cabeça pra ver se tava seguro de eu seguir adiante PÁAAA. A porra do meu cinto no pescoço balançou junto e bateu na lataria do carro fazendo um barulhaço. No mesmo segundo pensei ''Bom, independente de ter alguém por perto, AGORA É A MINHA DEIXA'' Saí correndo igual um condenado sem nem olhar pra trás, o portão da frente tava aberto, passei por ele, entrei diretão no meu carro e saí cantando pneu me sentindo mais aliviado do que nunca. Q u e m o m e n t o E detalhe, a polícia pela qual liguei, NUNCA chegou a aparecer. Só devem aparecer quando matam alguem pelo visto ne. É isso, meus dedos já tão até doendo. Talvez eu tenha escrito em vão? Talvez, mas foda-se, aprimorei minhas habilidades de digitação rssssssss Gde abraço a tds q chegaram até aqui! kakakakak Besos <666 Ahhhh qse esqueci do bonus!! Juro que tudo dessa historia é vdd, inclusive a seguinte parte Nesse dia, madrugada, no caso, quando cheguei em casa, comecei a ver uma série que começava com a cena de um casal trepando, aí chega um personagem COM O MESMO NOME DO EX DA BRITNEY, e estoura a bola do cara que tava transando. SÉRIO UHAHUAUH Universo, am i a joke to you???
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2020.06.03 16:32 trafalgareal Eu estou errado?

Em dezembro terminei um namoro de 4 anos e voltei a solteirice.
Em janeiro conheci uma mulher inteligente, divertida e muito bonita (ela tem 24 anos, eu tenho 25). Conversávamos todo dia e começamos a ficar. Logo que nos conhecemos, eu falei com ela que não estava em busca de nenhum tipo de compromisso/relacionamento, já que eu tinha acabado de sair de um namoro longo e não me sentia preparado para assumir nada. Eu prefiro ser muito honesto nesse sentido, porque nessa situação a pessoa já saberá o que esperar de mim. Ela disse que tava tudo bem, que ela também não queria nada sério e que tava só curtindo a pegação. Ou seja, tudo excelente.
Nós ficávamos de vez em quando e conversávamos sempre. Ela deu alguns indícios que gostaria de fazer com que nossa relação se tornasse mais séria. Exemplos: 1) insistiu para que eu jantasse com os pais dela, ainda que ela dissesse que não teria nada demais 2) queria sair comigo várias vezes durante a semana 3) quando eu dizia que ia sair com uns amigos, ela aparecia no lugar, do nada 4) eu acordo 4h30 da manhã pra ir trabalhar (antes do covid), e ela sempre acordava antes de mim para me dar bom dia. São pequenas coisas que eu fui percebendo que mostravam que ela tava mais apegada que o recomendado. Mas eu fui levando numa boa. Minha consciência estava tranquila porque eu já havia deixado claro minhas intenções.
Em fevereiro, teve um fds que eu iria sair com meus amigos. Íamos tomar cerveja e ir numa boate. Eu comentei com ela (não foi um convite, só falei que ia sair com meus amigos). Ela apareceu lá. Queria ficar agarrada comigo na boate. Eu, bem incomodado, estava lá com ela. Em certo momento fui comprar cerveja e encontrei uma colega minha da época do ensino médio (que inclusive era ex namorada de um dos meus melhores amigos). Essa mulher tinha acabado de voltar pro Brasil depois de um tempo morando na França, eu não a via há muito tempo. Ficamos conversando por um tempo e depois fui encontrar meus amigos. Quando cheguei lá, a menina que eu tava ficando (vou chamá-la de Maria) deu uma crise de ciúme maluca. Maria disse que me viu com a outra mulher, chorou, disse que tava apaixonada e que tava com ciúme e etc (o alcool a incentivou a revelar esses sentimentos). Foi uma situação bem bosta.
Depois desse episódio, eu decidi que seria melhor me afastar de Maria. A partir do momento que ela revelou estar apaixonada, eu já não via nosso lance como uma coisa saudável. Eu gostava dela, mas estava MUITO longe de estar apaixonado. Eu a via mais como uma amiga (com benefícios). Nessa situação, certamente ela criaria algumas expectativas que eu não poderia atender e situações desconfortáveis como aquela iriam acontecer. Era melhor afastar e assim o fiz. Encontrei com ela, conversamos, e decidimos nos afastar.
Passou o carnaval, março, e veio a pandemia. Nesse período ela ainda me mandava mensagens de vez em quando por algumas redes sociais, mas eu não respondia (a ideia era afastar, né?). Depois da pandemia, em casa o tempo todo, eu comecei a responder algumas mensagens dela e consequentemente, após um tempo, estávamos conversando todo dia novamente. Estava tudo certo quando, do nada, ela para de me responder. Eu fiquei muito intrigado por causa disso, pensei que poderia ter falado algo que a magoou, sei lá. Depois de um tempo ela me respondeu. Disse que ficou magoada quando eu comentei algo sobre uma menina mega carente que conheci no tinder (?). Maria também ficou magoada porque eu disse que ela parecia tanto com uma amiga minha que eu pensei nela quando a conheci, de tão parecida (?). Pedi desculpas, mesmo sem entender muito bem, e perguntei o que ela queria fazer. Ela disse que queria se afastar porque ela tava com um sentimento muito forte. Eu obviamente respeitei isso, concordei com ela, e paramos de nos falar.
Só que dois dias depois ela veio mandando mensagem. Eu reiterei a necessidade de a gente se afastar. Isso aconteceu faz umas 2 semanas e ela continua mandando mensagens. Whatsapp, instagram, twitter... Ela manda coisa em todas as 3 redes. Eu não respondo, porque eu sei que é melhor a gente se afastar. Eu continuo totalmente não-apaixonado, e ficar incentivando esse sentimento nela seria algo covarde da minha parte. Porém eu me sinto mal por ficar ignorando a menina.
Eu queria saber nessa postagem super longa se eu sou o errado da história. De todo ponto de vista que eu olho, eu não consigo ver como eu tenho sido injusto com ela. Ainda assim, toda vez que eu a ignoro eu ainda me sinto como o errado.
tl,dr: Minha ficante se apegou demais, eu não acho saudável continuar o lance com e ela e ela não aceita isso.
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2020.06.02 17:43 marqlui Sou babaca por achar que meu namorado é um banana?

Olá, Luba, editores, inexistente possível convidado e turma q está a ler! <3
Eu namoro há quase 1 ano e meio um grt q conheci no 1º ano do ensino médio (estamos no terceiro). Vamos chamar ele de Carls. Enfim, ele se apaixonou por mim primeiro, mas eu demorei mtt para me apaixonar por ele pq ele sempre foi um cara sem um pingo de determinação e eu nunca admirei pessoas assim.. E quando eu digo isso, quero dizer q ele é mtt passivo com a própria vida, ele deixa o pai controlar todas as esferas da vida dele, praticamente: o pai dele controla o seu corte de cabelo, as suas roupas, a sua hr de dormir e, pior!, vive se intrometendo na faculdade q ele vai fazer.. e o Carls nunca soube dar um basta no pai pq teve criação muito abusiva (e a mãe n faz porra nenhuma, deixa o babaca do pai dele fazer o filho de gato e sapato!).
Desde antes de namorarmos, eu já me preocupava com esse problema dele e tentava incentivá-lo, pois queria q ele defendesse sua dignidade diante desse pai merda.. (Ele já é até diagnosticado com ansiedade e já chorou mtt conversando cmg por causa das atitudes desse nice pai).
O problema é que, há quase 3 anos eu falo os meus melhores conselhos, eu dou mil sugestões, eu até me atrevo a falar com os pais dele para defendê-lo.. mas o Carls n toma nenhuma atitude. O pai dele BATE NELE quando é contrariado, a mãe n defende ele com unhas e dentes como deveria e, como o pai é policial, meu namorado n tem coragem de denunciar o pai por esses maus tratos..
E, como eu disse, estamos no ano de vestibular, o ano de focar em conseguir uma vaga pra facul.. Ent eu quase n converso mais com ele pq tô estudando mas, nas poucas vzs q conversamos, é só disso q falamos. E eu até deixo de estudar às vzs pra gente conversar por horas sobre isso, mas n adianta: há anos q conversamos durante hrs, madrugamos sobre isso e temos sempre a msm conversa.. e ele nunca põe um freio no pai, ele subestima a própria situação, ele ri do "defeitinho do pai" (sim, ele trata o problema como uma bobeira) diz q "é difícil dizer não" e fala para q "eu n fique chateada se ele aparecer com o cabelo cortado, pq se ele se recusar a cortar o pai dele bate nele"..
Isso tá me fazendo perder a admiração por ele.. Tô começando a achar q ele é um banana com o pai: ele não reivindica os direitos de filho q deveria ter, deixa o pai fazer o que quer, sem limites e tá optando fazer facul de medicina (sendo q ele quer fazer física) para atender as expectativas desse nice pai. Eu juro q dou meu melhor, dou os melhores conselhos q consigo, passo noites pensando em como ajudar o meu amor.. mas, no final, eu acabo remoendo isso mais dq ele próprio. Ele age como se isso fosse brincadeira, enquanto eu fico dando conselhos q ele n ouve. Há mt tempo eu penso em terminar com ele pq n quero mais ser como uma muleta q n é o suficiente para ajudar ele a andar e pq preciso focar mais nos meus estudos q eu tanto deixo de lado para ajudá-lo.. Há meses, eu tento dar mil chances para ele mudar, já fiz td q estava ao meu alcance, já disse q isso tava prejudicando até o nosso namoro, mas ele n muda.. Ent acho q vou terminar. Eu amo muito ele, nossa história é a melhor coisa q me aconteceu, mas n tenho mais forças para continuar com uma pessoa omissa a si msm.. Digam- me, com sinceridade, eu sou babaca por isso?
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2020.05.28 14:45 _camizinhaa Sou babaca por querer toda a herança/bens do meu pai? (AITA)

Olá Luba, editores, gatas, (im)possível convidado, tudo mais que eu posso dar oi e turma que está a ver. Como nordestina há 16 anos, eu posso falar... Luba, para de tentar fazer nosso sotaque, por favor. Desculpa pelo tamanho, resumi o máximo possível. Enfim, dia 11/05, infelizmente perdi meu pai para essa terrível doença que se espalhou pelo mundo, minha mãe e minha irmã ficaram extremamente abaladas, o que me fez ter que "superar" o luto bem mais rápido, para poder cuidar delas. O que não foi tão difícil, ainda dói muito, por não ter sentido ele normalmente, mas minha irmã mais velha e minha mãe precisavam ver que não tinham que se preocupar comigo e lidarem com o próprio luto. Minha relação com meu pai nunca foi tão forte quanto a da minha irmã, pelo fato dos meus pais terem se separado quando tinha apenas 5 anos e minha irmã 10, mas do final do ano passado para cá, estava aos poucos melhorando e eu verdadeiramente estava, depois de muito tempo, feliz, minha irmã por outro lado o via como um herói da vida real desde pequena, por ter passado e vívido mais tempo com ele. Quando essa tragédia aconteceu, minha irmã ficou sem chão, passou o resto da semana inteira dopada, ia dormir chorando e acordava berrando, até hoje se ela escutar alguma música que lembre ele ou veja alguma coisa que traga de volta a sua memória, ela sofre e caso for muito pesado, o choro retorna e ela precisa de remédio para se acalmar novamente. Na noite do ocorrido, ligamos para nossa madrasta, dando palavras de conforto, apesar do quão difícil era para minha irmã fazer isso, falando que ela fazia parte da família apesar do acontecimento, afinal, ela estava nas nossas vidas há tempos também. Minha madrasta estava desolada, minha mãe falou que ela desmaiou e tudo no hospital (minha mãe esteve com meu pai nos momentos do nascimento do motivo para viver e no motivo da sua ida), já que como minha mãe trabalhava lá, acompanhou tudo de perto e deu a notícia. Minha madrasta recebeu todas as palavras e as retribuiu falando o mesmo. Na manhã seguinte, falei para minha mãe resolver o quanto antes a questão dos bens (minha irmã queria o carro dele da maneira que está, para manter tudo do jeitinho dele) e contratar um advogado, ela mandou uma mensagem para minha madrasta, perguntando se ela estava bem e falando apenas do carro, pedindo para ela deixar para minha irmã, não tocou em mais nenhum assunto, ela demorou a responder, disse apenas que estava se recuperando e que elas veriam essa questão em breve, achei estranho, mas não comentei nada, afinal ela tinha acabado de perder o marido, continuei a cuidar da minha irmã e deixei minha mãe resolver tudo. Esse foi o último dia que minha madrasta nos contatou. Se passaram alguns dias e minha madrasta parou de dar notícias, comecei a me estressar com a situação e voltei a falar para minha mãe desenrolar essa história, ela desconversou de novo, dizendo que ela deveria está se recuperando ainda e eu voltei a não tocar no assunto, minha irmã ainda estava mal e não quis que ela tivesse mais motivo para sofrer. Uma semana e alguns dias depois e nada da minha madrasta. Ela parou de atender, parou de responder e visualizar no Whatsapp, o telefone sempre dava desligado e se não tivesse desligado, ela mesma desligava, não atendia nem respondia eu, minha irmã ou minha mãe. Eu estava sinceramente ficando muito revoltada com toda situação, ainda mais porquê eu e minha irmã sabíamos que a família da minha madrasta não é lá a das melhores por coisas que aconteceram no passado que comprometeram bastante o caráter deles para nós e meu pai pensava o mesmo, estavamos com medo dela se desfazer das coisas dele ou alguma coisa pior. O pensamento dela vendendo ou fazendo qualquer outra coisa com o carro do meu pai, que era o único pedido a minha irmã, fez meu sangue subir e me descontrolou. Eu não conseguia mais ver ela sofrendo com a dúvida. Depois de 2 semanas, minha mãe enfim me escutou e contratou a advogada, no acordo eu falei que queria tudo, 100% de qualquer coisa que ele tenha posse para mim e para minha irmã, que já era o que eu queria desde o início, mas deixei para lá esse desejo por, acho que amor, pela minha madrasta que cultivei durante todos os anos que ela esteve presente na minha vida com meu pai, mas depois de quase 3 semanas sem notícias e ela causando ainda mais sofrimento para a minha irmã, todos meus sentimentos por ela morreram, falei que queria tudo, menos a casa que eles moravam, por isso ser meio que "cruel" demais. A advogada entrou com um processo reivindicando tudo e agora estamos esperando para ver o que vai acontecer*. *nota: O processo demorou um pouco para andar no início, pois minha madrasta fez obstrução do atestado de óbito e minha mãe, por mais que trabalhasse no hospital, não poderia ter acesso a ele e não também sabíamos o endereço dele (eu sei, isso é difícil de acreditar, mas meu pai tinha se mudado recentemente e é muito longe de onde moro). Agora sabemos, mas ainda assim é bem complicado irmos, por ser mais de 30 minitos de carro para irmos sem ter certeza de nada, se ela está lá ou não, e o carro da minha mãe está na oficina. Ele não tinha outros filhos, apenas a esposa. Sou a babaca por querer tudo que meu pai possa ter e querer que nada fique para minha madrasta, com exceção da casa deles? Beijitos da Terra da Luz, vulgo Ceará Lubisco Fiquem em casa (quem puder) e usem máscara :) OI DANI VAI TOMAR BANHO
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2020.04.23 03:14 nati03 Minha mãe fez uma dívida em meu nome sem que eu soubesse

Minha família sempre foi pobre e passamos por muitos apertos durante minha infância/adolescencia. Quando atingi a maior idade, saí de casa para estudar e trabalhar, sempre que ganhava dinheiro enviava pra ela e minha irmã. Me esforçava muito pra poupar dinheiro e não ter que pedir a ela, pois sabia que ela só tinha o básico pra ela e minha irmã. Acontece que as coisas começaram a melhorar pra ela, pois minha irmã começou a trabalhar também e comprar coisas pra casa.
Pensei que finalmente poderíamos iniciar nosso plano de família para juntas melhorarmos nossas condições financeiras, mas tudo que recebi foram facadas da minha própria família, ninguém queria poupar um pouquinho de dinheiro para que pudessemos sobreviver a imprevistos. Sempre me pediam mais e mais dinheiro. Acabamos tendo vários desentendimentos e desisti de tocar neste assunto com elas, apenas decidi encontrar um novo trabalho e sair pacificamente da casa delas (durante estes desentendimentos, elas jogavam na minha cara que eu não morava ali).
Eu me casei, fazem quase 2 anos que meu esposo não consegue um emprego fixo, vivemos sempre nos policiando pra não fazer dívidas ou faltar coisas em casa. Temos que dividir o mesmo sapato e os mesmos agasalhos, pois estamos em dificuldades financeiras (não nos falta alimento, apenas alguns acessórios, somos agradecidos pelo que temos).
Mas ontem recebi um email de cobrança e fui investigar. Minha mãe fez uma dívida em meu nome há mais de 2 anos e não me disse nada. Hoje a dívida é de quase 3 mil reais. Me sinto como se tivesse levado uma facada no coração. Tento falar com ela, mas ela não responde minhas mensagens e nem atende meus telefonemas.Não consigo pensar nisso e não sentir um misto de tristeza e ódio. Sinto que, além de ser abandonada pelo meu pai, fui traída pela minha própria mãe. Dois anos me dizendo que sentia saudades, dizendo que se sentia triste por eu não estar lá mais, mas sem me contar o que fez. Temo que esta não seja a única dívida em meu nome. Não sei como vou pagar... O que sinto agora é um desejo de apagar minha própria memória pra não me lembrar desta família.
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2020.04.16 18:15 rdscorreia Aulas por videoconferência - só para uma mão cheia de alunos

Suponho que alguém das escolas tenha entrado em contacto convosco para os vossos filhos prosseguirem com os estudos à distância. Da escola da minha: ZERO. Tenho aguardado por um contacto da parte da escola onde anda a minha filha. As aulas estavam prestes a recomeçar e eu e a minha mulher sem saber o que fazer. Soube duma tal de "escola virtual" por via dum post numa rede social duns amigos que tenho que moram em Lisboa. Registámo-nos.
As aulas arrancaram, salvo erro esta terça. Eu ontem, já irritado com a situação, liguei para a escola umas dez vezes, metade de manhã e outra metade por volta das 15h. ZERO vezes atendido. Liguei outras 4 ou 5 vezes para a escola sede do agrupamento. Outras ZERO vezes atendido.
Nas vezes todas que eu e a minha mulher (vamos sempre os dois) fomos às reuniões da turma (sempre a mesma professora, 3º ano, 3 turnos por ano, até Janeiro pelo menos 7 reuniões) nunca nos foi dado um telefone ou endereço de correio electrónico para falarmos com a professora ou com a direcção da escola.
Associação de pais: a AP envia-nos regularmente mails com informações importantes...que normalmente já chegam em cima da hora ou quando já passou a data de validade... De qualquer forma, o único meio de contacto com a AP é o seu e-mail (que é um noreply) e que assim que recebe uma mensagem devolve logo uma resposta de que serve apenas para enviar informação e não para atender os pais/associados. Eu até sou sócio e costumo contribuir com um valor acima do da quota anual...
De mãos e pés atados, toca de pegar no carro em plena quarentena e dirigir-me à escola sede do agrupamento. Portão trancado. Zero intercomunicadores, zero porteiros mas com 3 ou 4 carros dentro do estacionamento. Tudo ZERO. Esperei quase 1 hora. Pelas 16h lá veio uma professora pegar no carro para ir para casa. Ia começar a fazer-lhe perguntas e disse-me logo que não respondia a nada, que esperasse pelo Sr. sub-director do agrupamento que sairia daí a poucos minutos. Um quarto de hora depois lá apareceu o Sr. sub-director, cheio de pressa, que me explicou que alguns agrupamentos decidiram pelas aulas interactivas por videoconferência, mas que à escala nacional são uma minoria e que a maioria dos agrupamentos decidiu enveredar por aulas assíncronas, em que o professor determina o conteúdo e que o aluno acede ao mesmo apenas via website , adquirindo conhecimento e tendo fichas de avaliação para determinar se o aluno está a progredir ou não.
Essas pseudo-aulas assíncronas do "escola virtual" da Porto Editora, têm conteúdos que se aprendem em 30/45 minutos e fichas que se fazem em 20/30 minutos. Média. Só está disponível por browsenavegador. Não há APP, nem para Android nem iOS. Há 1 ou 2 APPS escola virtual mas que só dão acesso aos manuais escolares, não têm as "aulas". Os alunos do 3º ano têm 1 ou 2 disciplinas por dia. Em cada disciplina, o professor está instruído para passar um conteúdo OU uma ficha por dia. Foi isto que o Sr. sub-director me disse. Estas pseudo-aulas serão complementadas a partir de dia 20 com o tele-escola que fará algo de semelhante, aulas de 30/40 minutos. Ou seja, no limite, 3 horas de ocupação lectiva por dia.
Mas o ponto chave é que na terça feira os canais de TV se fartaram de passar uma imagem do REGRESSO ÀS AULAS e com imagens de professores a darem aulas a dezenas de alunos por videoconferência, quando isso, pelo que foi dito pelo Sr. sub-director, só foi adoptado por uns 40% dos agrupamentos, sendo que desses, apenas cerca de 40% não pertencem às região metropolitana de Lisboa e Porto.
Ou o Sr. sub-director do agrupamento mentiu, ou as notícias veiculadas pelos OCS deste país fizeram um belo felácio ao Min. Educação e ao governo. Já agora, para que não me confundam com um qualquer detractor das cores políticas que nos estão a governar, fica aqui a informação de que sou de esquerda e tenho regularmente votado no PS que é quem está neste momento no governo. Todos pagamos impostos mas são tomadas medidas que discriminam e que afastam em vez de serem inclusivas e de unir.
Banhada.
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2020.02.22 03:31 altovaliriano Harpa de Rhaegar nas criptas de Winterfell

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/07/31/the-secret-in-the-winterfell-crypts/
Autor: Cantuse
Título original: The Secret in the Winterfell Crypts

Eu tenho uma teoria sólida sobre um possível segredo que mudaria tudo que sabemos sobre as criptas de Winterfell:
A singular harpa de cordas de prata de Rhaegar está no túmulo de Lyanna.
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– Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
– Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo [...]
(ACOK, Daenerys IV)
Esta citação é sobre Aegon e se dá entre Elia e Rhaegar. Lembre-se do que Marwyn diz: "A profecia é como uma mulher traiçoeira" . Rhaegar pode estar errado sobre Aegon; ou, mais provavelmente, ele acredita que uma ou todas as três 'cabeças do dragão' são/é o príncipe que foi prometido.
Tematicamente, é mais sensato se Jon Snow for o Príncipe que foi prometido. Especialmente quando você considerar sua paternidade. Apenas combine as palavras Stark e Targaryen. Observe também que, se atualmente você acredita que os pais de Jon são Rhaegar e Lyanna, Jon é possivelmente um 'príncipe prometido', com base nas lembranças de Ned sobre as palavras finais de Lyanna: “Prometa-me, Ned” .

A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Eu estava profundamente em conflito quando li A Dança dos Dragões pela primeira vez.
Eu sempre acreditei na teoria "R + L = J", então sabia que tinha um viés pessoal: que Jon deve ser um protagonista central e um verdadeiro 'Targaryen secreto', que esse Aegon VI ("Jovem Griff”) Era apenas um pretendente. Eu lutei com esse preconceito contra Aegon VI por algum tempo, sem respostas reais à vista. Intelectualmente, sabia que não poderia responder à pergunta de quem é realmente legítimo.
* * *
Comprovando legitimidade
Ocorreu-me então que havia um método mais prático de abordar a questão, a formação de uma pergunta que fornece possíveis respostas ao mistério: "Como uma pessoa prova legitimidade?"
Isso representa um desafio para Aegon e Jon. Olhando para eles de perto:
Não basta aparecer como um Targaryen ou se declarar um; você precisa de legitimidade, precisa de provas. Os senhores de Westeros já duvidam de sua legitimidade, então ele deve provar ou subjugar todos eles. Em algum momento, ganhar vassalos com uma pretensão legítima será mais valioso do que conflito. Também não ajuda que ele seja apoiado pela Companhia Dourada. Diz bastante que ele e seus conselheiros saibam disso, e é por essa razão que ele está inicialmente empenhado em garantir a mão de Daenerys no casamento; assima ele terá o sangue dela e seus dragões para estabelecê-lo.
Ele está supostamente morto, mas lembre-se: se a noção de estabelecer alguma conexão entre Jon e Rhaegar for importante para a história, independentemente do status vital dele, essa teoria ainda será útil. Ninguém além de Howland Reed tem conhecimento da hereditariedadede Jon, então ele não teria necessidade de encontrar algo parecido com essa harpa. Mas para aqueles de nós que gostariam de vê-lo revelado como Targaryen bastardo ou verdadeiro, Azor Ahai ou o príncipe prometido, ele também deve provar isso a si mesmo e/ou aos demais.
O próximo passo lógico é perguntar: "O que reforçaria significativamente uma pretensa ascendência Targaryen?"
Observe que não há Targaryen vivo e universalmente reconhecido (fora Daenerys) que possa garantir a autenticidade de uma pessoa. Isso também é verdade para um não-Targaryen que tenha amplo conhecimento da legitimidade de um candidato. Assim, não há pessoas vivas que possam declarar genuína e legalmente uma pessoa como um verdadeiro Targaryen, apenas pela força da palavra. Isso seria verdade tanto para Jon Connington quanto para Stannis e Howland Reed.
Simplificando, os nobres de Westeros não têm razões intrínsecas para assumir que um candidato é legítimo apenas com base em palavras.
* * *
A necessidade de evidência
Conseqüentemente, os senhores de Westeros precisarão de evidências objetivas e físicas de legitimidade antes que possam ponderar seriamente a autenticidade de um suposto Targaryen.
Mas que tipo de evidência causaria esse tipo de contemplação?
Meus primeiros pensamentos foram para as espadas valirianas Irmã Sombria e Fogonegro.
Infelizmente, ambas as espadas estão associadas a linhagens bastardas de Targaryen, cada uma manchada por histórias que realmente prejudicariam qualquer reivindicação de legitimidade.
As duas também permaneceram invisíveis por vários anos. Portanto, podem haver sérias questões logísticas sobre se elas permaneceram em famílias de sangue Targaryen verdadeiro ou bastardo: não existe uma "cadeia de custódia " confiável para sugerir que um portador atual tenha algum legítimo relacionamento com a dinastia Targaryen.
Portanto, parece que a ideia de que as lâminas Targaryen possam demonstrar legitimidade é, na melhor das hipóteses, incerta. Mas a exploração da ideia não foi sem benefícios: chegamos a uma constatação valiosa.
Nós, leitores, sabemos inerentemente que, se algum tipo de prova exsistir, será algo que é:
  1. Bem conhecido pelos grandes senhores e damas do reino,
  2. Universalmente reconhecido como um símbolo da verdadeira linhagem Targaryen,
  3. Possui uma forte cadeia de custódia,
  4. E de alguma forma demonstra a hereditariedade de um pretendente.
* * *
Usando informações meta-textuais
Também podemos explorar algum conhecimento de fatores que existem fora dos próprios livros .
No quinto livro de uma série de sete livros, seria um pouco sofisticado introduzir uma nova evidência na história, apenas com o objetivo de responder ao enigma da legitimidade. Provavelmente seria visto pelos leitores como uma desculpa esfarrapada, um artifício inventado para que Martin se livrasse de um problema no qual ele mesmo havia se metido.
Martin já declarou que quer evitar escrever esse final para a série porque estava descontente com o final de Lost . Além disso, conhecendo a preferência de Martin por implementar indícios subliminares de eventos futuros, a evidência que será usada é provavelmente algo que está debaixo de nossos narizes . O tipo de coisa que vamos nos surpreender quando olharmos em retrospectiva.
* * *
Um momento Eureka!
Lá estava eu, fazendo um brainstorming de todos os artefatos, volumes e tesouros possíveis dos Targaryen em que eu pudesse pensar. Em certo momento, eu estava em uma divagaão, ruminando sobre as seguintes passagens:
Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.”
(ASOS, Daenerys I)
– A perícia do Príncipe Rhaegar era inquestionável, mas ele raramente entrava nas liças. Nunca gostou da canção das espadas, como Robert ou Jaime Lannister gostavam. Era algo que tinha de fazer, uma tarefa que o mundo tinha lhe atribuído. Desempenhava-a bem, pois fazia tudo bem. Era essa a sua natureza. Mas não tirava dela nenhuma alegria. Os homens diziam que o Príncipe Rhaegar gostava muito mais da harpa do que da lança.
(ASOS, Daenerys IV)
– Mas que torneios meu irmão ganhou?
– Vossa Graça. – O velho hesitou. – Ele ganhou o maior torneio de todos.
(ASOS, Daenerys IV)
– Sim. E, no entanto, Solarestival era o lugar que o príncipe mais amava. Ia para lá de tempos em tempos, acompanhado apenas de sua harpa. Nemmesmo os cavaleiros da Guarda Real o serviam ali. Gostava de dormir no salão arruinado, sob a lua e as estrelas, e sempre que regressava trazia uma canção. Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
O que surge daí é que parece que Rhaegar tinha a intenção de ganhar o Torneio em Harrenhal por algum motivo, mas estava muito pouco interessado em cavalaria e combate. De fato, é fortemente demonstrado que Rhaegar estava muito mais interessado em tocar sua harpa e ler pergaminhos antigos.
De repente, tive um pensamento radical!
E se Rhaegar nunca quis ser um lutador, mas apenas o fez para conhecer Lyanna. E, portanto, fora esse torneio, ele preferisse apenas continuar tocando sua harpa !?
Essa ideia pode não ser verdadeira e não é realmente importante para a teoria deste ensaio. O que importa é que a harpa assomou-se em minha mente.
Foi quando a epifania me atingiu como uma bigorna:
É aquela maldita harpa.
A idéia rapidamente se formou: a harpa de Rhaegar seria central para estabelecer a autenticidade . Atende quase imediatamente a todos os requisitos que estabeleci acima, em um nível mais preciso e objetivo do que qualquer sugestão concorrente.
* * \*

A força de uma harpa

Então, como a harpa de Rhaegar atende aos três requisitos que eu expus na seção anterior?
  1. Como sabemos que é bem conhecido em Westeros?
  2. Como sua autenticidade pode ser confirmada, como um sinal da verdadeira herança Targaryen?
  3. Como podemos verificar se ela possui uma forte cadeia de custódia, indicando que não caiu nas mãos de um pretendente inescrupuloso?
  4. Como um objeto como a harpa realmente prova a herança do sangue?
Reconhecimento: Um Instrumento Bem Conhecido
Em primeiro lugar, existem muitos personagens importantes que fornecem lembranças ou observações específicas sobre a harpa de Rhaegar:
Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
Dany não conseguia abandonar o assunto.
– É sua a canção de gelo e fogo, disse meu irmão. Tenho certeza de que era meu irmão. Não Viserys, Rhaegar. Tinha uma harpa com cordas de prata.
O franzir de testa de Sor Jorah aprofundou-se tanto que as sobrancelhas se juntaram
– O Príncipe Rhaegar tocava uma harpa assim – ele anuiu. – Viu-o?
(ACOK, Daenerys IV)
De noite, o príncipe tocou a harpa de prata e a fez chorar. Quando lhe foi apresentada, Cersei quase se afogou nas profundezas de seus tristes olhos púrpura..
(AFFC, Cersei V)
No banquete de boas-vindas, o príncipe pegara sua harpa de cordas prateadas e tocara para eles. Uma canção de amor e perdição, Jon Connington se lembrou, e toda mulher no salão chorava quando ele abaixou a harpa.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Cada um dos personagens mencionou especificamente a característica singular da harpa de Rhaegar: suas cordas de prata (Cersei se refere ao instrumento como uma 'harpa de prata', completamente de prata).
Não estamos sequer contando os inúmeros outros óbvios que viram a harpa em qualquer uma das muitas apresentações de Rhaegar.
Dada toda essa ênfase, parece inteiramente razoável concluir que a harpa de Rhaegar poderia ser facilmente reconhecida por vários (talvez muitos) personagens de Westeros.
Dito de outra forma:
A harpa de Rhaegar é facilmente reconhecida por sua característica singular: suas cordas de prata.
Muitos personagens específicos viram e lembram distintamente desse detalhe.
Existem muitos outros personagens inominados que viram a harpa também.
Assim, cumprimos nosso primeiro requisito, a harpa é realmente bem conhecida em Westeros.
* * *
Autenticidade: o sinal de um príncipe Targaryen
O segundo critério é verificar se a harpa é realmente um sinal de ascendência Targaryen.
O maior problema aqui é o óbvio: possuir a harpa (ou qualquer relíquia semelhante) não estabelece automaticamente a linhagem Targaryen . Um ladrão de sepulturas não pode se proclamar descendente de um faraó simplesmente porque saqueou uma tumba egípcia.
Isso cria um problema óbvio para a teoria da harpa (ou qualquer outra teoria de ancestralidade das relíquias de Targaryen). A resolução desse problema requer duas coisas:
É justo dizer que existem vários artefatos dos Targaryen que, após inspeção cuidadosa, podem ser reconhecidos como autênticos: as espadas valirianas, as coroas de Targaryen e assim por diante. No entanto, a maioria deles está ausente da história há décadas, o que significa que há cada vez menos pessoas que continuam vivas para garantir sua autenticidade.
Da mesma forma, outras teorias sobre os objetos existentes que conferem legitimidade também são igualmente dificultadas pela incapacidade de estabelecer sua autenticidade. A idéia popular de que uma capa nupcial Targaryen possa existir, indicando uma união legítima entre Rhaegar e Lyanna, é vulnerável às perguntas extremamente básicas de "Quem realmente a fez?" e "Por que nunca vi isso antes?". Um argumento subseqüente é que qualquer objeto ou evidência que exista também deve ser difícil de falsificar ou replicar.
Essencialmente, o que você precisa é de um objeto que possa ser reconhecido como autêntico por vários indivíduos vivos. Também seria de grande valor se esses indivíduos representassem conjuntos de interesses múltiplos e distintos. Muito parecido com um álibi ou um conjunto de testemunhas de um crime, você não deseja coletar seus fatos de fontes tendenciosas: as pessoas têm muito mais probabilidade de apoiar a autenticidade se sentirem que a afirmação disso é verdadeira e objetiva.
Como observei na seção anterior, a harpa de Rhaegar certamente se qualifica como um objeto que sabemos ter sido visto por muitas pessoas que ainda vivem (muitas delas relativamente jovens). Também foi expressamente mencionado por vários personagens diferentes e opostos. Isso reforça a noção de que esses personagens saberiam que a harpa autêntica seria verdadeira, mesmo que sua posição pública fosse diferente. Também ajuda que os leitores tenham recebido uma descrição da harpa com relativa distinção; assim, os leitores também estão em posição de apreciar a suposta validade de uma harpa.
Então você pode ver que a harpa de Rhaegar tem o status singular de ser uma relíquia quase certamente: afiliada aos Targaryens, reconhecida como autêntica por muitos senhores e senhoras vivos vivos, de diferentes alianças, e pelos próprios leitores.
* * *
Domínio: Uma Cadeia de Custódia
Mesmo que haja consenso entre personagens sobre a autenticidade da harpa, ela não prova nada. Se uma relíquia não prova linhagem, o que provaria? Por que então uma relíquia seria valiosa?
Para estabelecer qualquer confiança de que a propriedade da harpa implica hereditariedade, primeiro devemos mostrar que a harpa não estava em uma posição em que um pretendente inescrupuloso possa tomá-la. Devemos mostrar que ele passou de Rhaegar para seu novo proprietário por meio de um método que não apresentava exposição ou risco de adulteração.
Além disso, a posse ou o recebimento da harpa por qualquer requerente deve ser testemunhada. Especificamente, isso deve ser testemunhado por indivíduos cuja autoridade e honra estão além da censura.
O que isso significa para a harpa é que, onde quer que esteja (se ainda existir), sua aquisição deve ser documentada ou observada por vários senhores proeminentes de Westeros. Também deve ser demonstrado que a harpa esteve em um local onde podemos confiar que não foi violada ou perturbada por falsos pretendentes. Assim, dada a ausência de um verdadeiro dono Targaryen, documentado ou verdadeiro, o melhor lugar para a harpa seria em um cofre ou túmulo de algum tipo. Um que poderia ser razoavelmente determinado como não sendo adulterado.
Dado que a harpa ficou invisível há anos, sua cadeia de custódia seria melhor determinada caso a harpa tivesse sido mantida em segurança em um cofre ou outro equivalente confiável.
Se, de fato, a harpa está localizada em um cofre, túmulo ou outra forma de proteção fisicamente segura; com seu depósito e saque legalmente testemunhados por um quorum de senhores; podemos ter razoável certeza de que o histórico da harpa não está contaminado.
* * *
Patrimônio: Estabelecendo uma Conexão de Sangue
Mesmo que um personagem acredite que a harpa é real e tenha uma sólida cadeia de custódia, isso não significa que quem a tiver recebe automaticamente a herança Targaryen.
Isso seria verdade para qualquer objeto destinado a estabelecer a legitimidade de uma pessoa.
Para tanto, seu objeto deve estar em conformidade com um dos seguintes itens:
Não há indicações ao longo dos livros de que a própria harpa possa apontar para qualquer sucessor. Isso poderia ser dito de qualquer evidência, seja uma capa, uma espada ou uma coroa.
Naturalmente, isso significa que deve haver algo mais que confira ancestralidade sanguínea. A harpa então atua como alavanca, aumentando a validade da reivindicação e, no melhor dos cenários, estabelecendo o que poderia ser razoavelmente chamado de "preponderância de prova".
Embora a descoberta da harpa possa colocar muitas pessoas a ponderar, ela não estabelece relações de sangue por si só. Alguma outra evidência precisa ser usada.
No entanto, a harpa pode ajudar drasticamente a legitimidade dessa evidência.
Discuto essa possibilidade em uma seção posterior deste ensaio. Por enquanto, vamos deixar de lado a questão.
* * \*

Um instrumento deixado para trás

Agora eu gostaria de compartilhar a história de como a harpa de Rhaegar acaba no túmulo de Lyanna.
Primeiro, reconheço que não posso provar dedutivamente que a harpa está no túmulo de Lyanna. Em vez disso, especulei sobre as circunstâncias que a levaram a estar lá, com um alto grau de confiança na resposta resultante. Eu então ponderei essa teoria contra alternativas usando as noções de 'menos complicado' e 'mais relevante para a narrativa' para chegar à conclusão de que isso é mais provável do que qualquer alternativa. É uma peça do quebra-cabeça que resolve mais partes do quebra-cabeça do que qualquer outra opção.
As circunstâncias e os motivos a respeito de como a harpa acaba no túmulo de Lyanna são melhor descritos como uma sequência de eventos:
Primeiro, Rhaegar deixou a harpa na Torre da Alegria
Rhaegar adorava tocar sua harpa. É algo que todo mundo familiarizado com ele diz. Ele foge com Lyanna por quase um ano antes de retornar a Porto Real e subsequente ruína no Tridente. É improvável que Rhaegar deixasse sua harpa para trás quando se dirigiu para a Torre da Alegria.
Após a eclosão da rebelião de Robert, parece que ele esperou até ficar claro que Lyanna estava grávida. Supondo que ele planejasse voltar, é provável que ele não levasse à guerra coisas que ele não planejava usar ou pudesse pegar de volta. Levá-la à guerra ou a Porto Real também coloca em risco de ser destruída caso ele a perca. Ele também pode ter deixado-a para trás como um símbolo para Lyanna de sua afeição e da promessa de voltar.
No mínimo, não houve menção a ela em nenhum momento durante ou após a Rebelião de Robert , o que implica que ela desapareceu em algum ponto. Dado que a harpa sempre foi mencionada como estando na posse de Rhaegar, é lógico que ele estava no controle da disposição da harpa. Embora seja verdade que a harpa poderia simplesmente ter sido destruída no Tridente, alguém poderia imaginar que Rhaegar teria agido para impedir que a harpa chegasse perto da batalha, e se a harpa foi mantida no acampamento de Rhaegar, por que não há menção de como foi descartada?
Além disso, Rhaegar pode ter calculado as chances de sua própria morte. É interessante notar pelas citações acima que Rhaegar não estava interessado em torneios e até foi derrotado neles. Talvez realmente seu treinamento militar se limitasse àquilo que tivesse relação com os segredos que ele descobriu em seus pergaminhos. Tendo em conta que o lugar em que ele venceu mais proeminentemente foi em Harrenhal, parece razoável que ele apenas tenha participado na medida em que aquilo se adequasse a quaisquer profecias que ele houvesse descoberto.
Isso talvez seja um indício de que Rhaegar sabia que Robert poderia derrotá-lo, tanto por ter sido derrotado em torneios antes, quanto pelo fato de que talvez as profecias de Rhaegar indicassem que sua vitória em Harrenhal era o que importava, e não sua vitória no Tridente. Considerando-se que Rhaegar não mostra tal fatalismo em sua conversa final com Jaime, estou inclinado a acreditar que Rhaegar não tinha certeza do resultado glorioso da batalha e havia se preparado de acordo.
A harpa também é uma ferramenta poderosa . Deixá-la para trás também pode ter sido uma tentativa deliberada de deixar um dispositivo que de alguma forma poderia ser usado posteriormente por aqueles que sobreviveram a ele. Isso seria particularmente verdadeiro se Rhaegar pensasse que a harpa poderia ser usada para estabelecer seu consentimento ou a afirmação de algum tipo de evento ou agenda controversa. Isso pareceria particularmente provável se estivesse convencido de que o referido evento ou agenda era fundamental para as profecias com as quais ele era tão fiel.
Considerando-se os argumentos extremamente persuasivos para Jon Snow ser filho de Rhaegar e Lyanna, começa-se a suspeitar que Rhaegar pode ter deixado a harpa para trás como parte de um esquema para estabelecer a hereditariedade ou legitimidade de Jon.
Isso seria baseado no fato de que sua harpa é tão singular que sua presença no lugar errado sugeriria uma conexão com Rhaegar. Se Lyanna - supostamente sequestrada por Rhaegar - tivesse surgido com um bebê recém-nascido e, entre outras evidências, a harpa, teria sido um argumento convincente.
No entanto, isso não aconteceu. Lyanna morreu na Torre da Alegria. Nenhuma criança, harpa ou pretensão surgiu.
Em vez disso, sabemos o que realmente aconteceu: a Batalha do Tridente, a luta na Torre da Alegria. Prometa-me, Ned ; e uma cama de sangue.
Ou não sabemos?
* * *
O pedido de Lyanna no leito de morte
"Prometa-me, Ned."
Imagine alguém dizendo para você "Prometa-me, ". Imagine isso sendo dito várias vezes.
Se você é como eu, a coisa mais imediata que vem à mente é alguém pedindo que você faça algo que você relutaria em fazer ou algo em que eles não confiam que você fará.
Por exemplo, "Prometa que vai limpar essa bagunça" normalmente significa "Eu sei que você não quer fazer isso, mas por favor limpe essa bagunça".
Isso leva a um conjunto bastante óbvio de observações:
As pessoas não exigem que uma pessoa prometa fazer algo que ela faria naturalmente.
Precisamente o oposto, eles exigem a promessa de uma pessoa de fazer algo desconfortável, arriscado, inconveniente ou prejudicial.
Assim, a promessa de Ned a Lyanna provavelmente envolvia algo que não era fácil para ele.
Como outras teorias apontam, pedir para ser enterrado nas criptas de Winterfell parece ser um desejo mundano e prescindível de se fazer em seu leito de morte (um ponto que parecerá irônico depois que você ler essa teoria). Lembre-se de dois pontos que minam essa ideia:
1. A família Stark tem sido enterrada nas criptas de Winterfell há gerações, incluindo parentes como irmãos e irmãs.
[...] estavam agora quase no fim, e Bran sentiu-se submergir em tristeza. – E ali está o meu avô, Lorde Rickard, que foi decapitado pelo Rei Louco Aerys. A filha Lyanna e o filho Brandon estão nas sepulturas ao seu lado. Eu, não, outro Brandon, irmão do meu pai. Não era previsto que tivessem estátuas, pois issoé só para os senhores e reis, mas meu pai os amava tanto que as mandou fazer.
(AGOT, Bran VII)
2. Somente os Senhores de Winterfell e os Reis do Inverno anteriores têm estátuas.
É difícil imaginar que a promessa de Lyanna consistisse em pedir uma estátua a Ned em sua homenagem. Como mencionei, esse é um desejo aparentemente mundano e estúpido. E sinceramente um que Ned realmente teria pouca dificuldade em manter.
Portanto, parece inteiramente plausível, até lógico, que a promessa de Ned a Lyanna envolvesse algo diferente de sua estátua. Certamente algo de uma magnitude mais desconfortável para Ned. E é isso que ajuda a impulsionar as especulações subseqüentes.
Mais do que tudo, Ned odeia ver crianças mortas.
Ned ama muito sua família e está disposto a sofrer severos castigos e desonras quando necessário para proteger seus filhos. Mas isso vai além de sua carne e sangue: observe como ele luta fortemente contra a exigência de Robert de que uma Daenerys grávida seja morta, e como ele arrisca tudo e confronta Cersei sobre seu incesto, tudo porque ele quer evitar danos aos filhos dela.
Não tenho dúvidas de que, mesmo que Lyanna não tivesse pedido, Ned teria acolhido Jon. Não importa quantos desafios ele teria que enfrentar ao adotar Jon, ele o faria.
A promessa de Ned a Lyanna não envolvia criar Jon, já que Ned faria isso de qualquer maneira.
Mas voltando ao que eu disse sobre a natureza de pedir promessas aos outros, Lyanna provavelmente pediu que ele fizesse algo que ele estava apreensivo. O que parece provável é que ela estivesse pedindo para que ele preservasse a herança de Jon, para ser um dia compartilhada com Jon ou outras pessoas, algo que Ned nunca iria querer fazer .
Mais do que tudo, a promessa de Ned envolvia algo que colocaria em risco uma criança.
A criança mais relevante seria o filho em potencial de Lyanna.
A tarefa que colocaria o filho de Lyanna em maior perigo seria estabelecer sua herança. Especialmente se essa criança fosse legítima.
Lembre-se de que Ned já sofreu a perda de seu pai, seu irmão, possivelmente do meio-irmão e da meia-irmã de Jon, e estava testemunhando a morte de sua irmã. Qualquer homem são ficaria compreensivelmente traumatizado. Ele viu muita morte e guerra; muitas crianças mortas.
Com o aparente fim da dinastia Targaryen consolidado, não haveria razão prática para contar a Jon sua ascendência. Fazer isso só reabriria as feridas que estavam começando a curar (naquela época), mancharia a imagem de Lyanna para o reino e provavelmente resultaria na morte de Jon, tanto como Targaryen quanto possivelmente como um pretendente bastardo (pense que a natureza de sua família lembra os bastardos da Rebelião Blackfyre). No mínimo, o desejo de Robert por sangue Targaryen exigiria a morte de Jon.
Existem várias razões possíveis para Lyanna querer que Jon conheça sua linhagem :
Eu suponho que Ned argumentaria verbalmente que nunca contaria a Jon, ou que Lyanna sabia implicitamente que ele não queria. Estou inclinado a acreditar na primeira opção, que Ned iria contra o pedido de Lyanna falando sobre as mortes de Aegon e Rhaenys. Talvez então Lyanna simplesmente exigisse uma promessa ou depois o enganasse de alguma maneira.
* * *
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