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O wage gap continua a ser um mito: revisited

2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
submitted by mrBatata to portugal [link] [comments]


2017.09.21 02:08 Ephemerxl A Vitória de um Fracassado

SEU EMPREGO É UMA BOSTA? VOCÊ É UM ESCRAVO MASCARADO? SE IDENTIFICOU COM O TÍTULO? ESSE POST É PRA VOCÊ!
Bom dia, boa tarde e boa noite. Bom, eu espero não ser tão longo com essa publicação (embora acredito que ela será gigantesca), mas se você se enquadra no aviso inicial deste post, acho que isso aqui vai te servir como alguma motivação.
Seja eu em 2008. 18 anos. Ensino médio completo. Normalmente aqui nessa fase da vida de alguém é onde decidimos se vamos continuar seguindo o caminho dos estudos, onde vamos nos profissionalizar em alguma área em que gostamos, enfim... é aqui que você começa realmente viver a vida. É aqui que você - muito provavelmente - vai fazer as melhores e piores coisas possíveis, bem como impossíveis. Eu optei por não fazer uma faculdade. Desde sempre eu não gostava de estudar, nunca gostei. Achava chato demais. Eu só queria brincar e zoar com meus amigos - além de comer o dia inteiro.
Todavia, nesse ponto da vida você tem duas opções:
1) Seguir com os estudos;
2) Arrumar um trabalho para manter seus vícios.
Eu escolhi a segunda opção. Fui criticado por todos os familiares, conhecidos, amigos, enfim... no meio onde eu vivia, as pessoas que eu conhecia, a faculdade era um sonho de todos. Todo mundo queria ir para a faculdade. Dizer que não iria fazer uma faculdade, na cabeça dessas pessoas, era o mesmo que dá um tiro no próprio pé. Tudo bem, eu nunca liguei para a opinião dos outros mesmo. Quando eu decido uma coisa, eu vou até o fim. Eu não queria fazer uma faculdade e não fiz até hoje.
Só que estamos no Brasil. O que um jovem de 18 anos, recém formado no ensino médio público brasileiro sem nenhuma experiência profissional ou curso adicional vai fazer da vida? Exatamente. Ele vai ter que arrumar um trabalho de bosta. Um trabalho que paga mal. Um trabalho onde você rala pra caralho. Um trabalho onde você não consegue fazer mais nada. E não importa o seu cansaço e aquela sensação de que trabalhou muito todo o mês vigente. No final do mês, o que você recebe? Toneladas de descontos. Uma salário de bosta. Uma merreca.
Meu primeiro emprego foi nos Supermercados ABC (que hoje é o chamado Supermercados EXTRA). Trabalhei no ABC durante 8 meses. Recebia na época cerca de R$ 550,00 já com os descontos. Esse era o dinheiro líquido que eu tinha para usufruir todo o mês. Quinhentos e cinquenta reais. Eu morava com os meus pais nessa época e esse dinheiro não dava para simplesmente NADA. E eu trabalhava com pessoas de todas as idades. Com pessoas com vários filhos. Com pessoas que tinham que pagar aluguel... eu vi essa realidade de perto. Eu ficava imaginando comigo mesmo "esse pessoal aqui sim são os Guerreiros do Brasil, e não os BigBrothers como o Bial adora dizer na televisão." Saí. Pedi demissão. Eu não aguentava mais. Sabia, que no fundo, eu tinha que tentar alguma coisa. Eu não podia me ver daqui a 10, 15, 20 anos como algumas pessoas que ali trabalhavam. Sem nenhuma perspectiva de vida. Sem nenhum motivo pra viver. Porque, quando você fica todo esse tempo em um trabalho deste tipo, você praticamente se matou. Você destruiu sua própria vida. Você jogou ela no lixo.
Não podia ficar sem emprego. Entrega currículo ali, entrega currículo aqui. Entro nas Lojas Americanas como Operador de Caixa. E acredite se quiser, entre Extra e Lojas Americanas, a Americanas ganha de lavada. Mas não pense que é bom. Ainda assim é uma tremenda bosta de trabalho. Foi aí que eu parei e pensei: "O que eu vou fazer da minha vida? Será que vou ficar pulando de galho em galho em todo comércio? Será que um dia, magicamente vai aparecer algum bom e velho senhor e me oferecer uma oportunidade irrecusável de emprego e me tirar dessa merda?". Óbvio que não. Isso aqui é a realidade e não as historinhas que eu via em filmes ou seriados. Busco informação. Busco oportunidades. Encontro o que mal eu sabia que seria a minha partida. Seria o meu ponta-pé para o meu futuro (que no caso é o presente hoje).
Inicio um curso em Técnico em Radiologia. Duração de 1 ano e 8 meses. Mensalidade: 500,00 R$. Eu não pensei duas vezes. É isso aqui mesmo que eu vou fazer. Se a porra da mensalidade é cara desse jeito, tem apenas duas explicações:
1) Os donos do curso são uns filhos da puta e estão superfaturando o mesmo;
2) Os lucros futuros nessa profissão são muito promissores.
E não precisa ser nenhum gênio para saber que a resposta é a de número 02. Um técnico formado em Radiologia na época tinha seu piso salarial por volta de 1,700.00 R$, o que era um salário absurdamente alto pra mim até então, que tinha até agora em alguns meses de serviço, ganho a maior quantidade de dinheiro em um único mês no valor de 720,00 R$. Eu já me imaginava com toda aquela grana. Americanas me pagava cerca de 650/700 mensais. Eu trabalhava apenas para pagar o meu curso. Não sobrava mais nada. Não tinha brechas para regalias. Meus pais optaram por não me ajudar, pois ficaram chateados com o fato de eu não ter seguido a lógica convencional.
Tudo bem. Dava para levar. Ainda morava com eles, apesar de tudo. Se eu fosse uma daquelas pessoas que citei inicialmente neste relato, eu não conseguiria fazer nada disso. Querendo ou não, meus pais foram cruciais em toda a minha jornada, mesmo não dando um amparo de 100% em minhas decisões. Eles só queriam o melhor pra mim. Não os culpo. Termino o curso. Finalmente. Foram 1 ano e 8 meses sem regalias próprias. Meus pais nesse ponto nunca deixaram de me dar as coisas em casa. Eles viam, que mesmo não tendo optado por fazer uma faculdade, eu dava duro no meu trabalho e, querendo ou não, um curso técnico no nível que eu acabará de concluir era basicamente uma faculdade em nível inferior, a grosso modo de dizer.
Saio distribuindo currículos em todas as clínicas da região. 2 semanas depois a ligação da vitória. Eles ligaram. Eles marcaram uma entrevista, queriam me conhecer. Nesse ponto da minha vida, começa a minha maré de sorte. A partir deste momento do texto, minha vida muda completamente. É aqui que eu pensei seriamente na possibilidade da existência de um ser divino. É aqui que eu imaginei que fosse o escolhido de alguma coisa, porque meu amigo...
Então senhor, vou pedir para você trazer toda a documentação pra gente. E seja bem-vindo. Fulano vai te mostrar a empresa - Lembro toda a frase que foi dita pela moça que me entrevistou. Cada letra. Cada sílaba falada. Cada movimento dos seus lábios. Tudo passando como se fosse um trailer em minha mente que eu - não me pergunte como - consigo acessar sempre que quero lembrar disso. Aquele 09/01/2012 vai ficar marcado na minha memória para sempre. Minha euforia era tanta nesse dia e com essa contratação que eu cheguei em casa gritando. Eu gritava muito. Xingava pra caralho. Eu fiquei mais roco que o Galvão Bueno na final da copa do mundo de futebol de 1994 quando Roberto Baggio isolou aquele pênalti e deu o título pro Brasil: É TETRAAAAAAAAAA! É TETRAAAAAAAAAAAAA! Eu tinha conseguido. Nesse momento, eu via meu salário pular da casa dos R$ 700,00 para R$ 1,700.00, fora todos os benefícios. Eu vi a minha rotina profissional cair drasticamente. Eu trabalhava no comércio cerca de 44 horas semanais. Como Técnico em Raio-X, eu trabalhava apenas 20.
Mas você acha que acabou? Você acha que eu vou me acomodar? Você acha mesmo que eu vou ficar satisfeito com 1,7K mensais no meu bolso? Óbvio que não. Eu já olhava para o meu salário e já imaginava comigo mesmo - caralho, olha só esses médicos, como que eu ganho pouco nessa merda, preciso fazer alguma coisa... acho que vou fazer aquela especialização em Ressonância Magnética. É. Eu vou fazer essa merda. Perguntei ao meu colega de serviço o quanto ele ganhava como Técnico em Ressonância e aí sim eu disse: CARALHO! Vou lá me inscrever agora nessa merda. O piso, na época, para um Técnico em Ressonância Magnética era de R$ 4,200.00.
Lembram que eu disse que aqui começava a minha maré de sorte? Pois então. Depois de exatos 1 ano como técnico em Raio-X, 02 técnicos em Ressonância Magnética recebem uma proposta absurda de emprego em outro estado. Sem nada a perder, eles aceitam e vão. A empresa então tinha um desfalque seriíssimo de 02 técnicos. Nesse momento você deve tá pensando, não é mesmo? E sim, é isso mesmo que aconteceu. Eu não precisei fazer a especialização. Um dos médicos-sócios da clínica me fez uma proposta, devido a todo meu empenho profissional e os demais pontos positivos do meu trabalho. Os técnicos iriam me treinar como Técnico em Ressonância antes de partirem. Esse era o acordo. Ambas as partes saíram ganhando. A empresa, que não precisaria pagar o piso de um Técnico de Ressonância e eu, que ganharia muito mais que um simples Técnico em Raio-X. Aceitei, sem pestanejar.
Nesse momento vejo meu salário pular de R$ 1,700.00 para R$ 3,500.00, Fora todos os benefícios. Estava realizado. Finalmente acho que iria descansar um pouco as minhas ambições. Mas eu apenas achei. Vi minha carga horária cair a níveis que eu nem imaginava que seriam possíveis. De 20 horas semanais, eu passei a trabalhar apenas 12 horas. Pegava Segunda, Quarta e Sexta de 06:00 às 10:00hrs. Sim. Além de trabalhar um dia sim e outro não, eram só 4 horas de trabalho. E, deixo aqui como fonte de informação, que nesse ramo de serviço, você se aposenta com 20 anos de carteira assinada, devido aos riscos de Câncer por radiação.
Foi então que minha vida mudou completamente. Reencontro em uma saída de bar com amigos do trabalho, 02 amigos de infância. Conversa vai, conversa vem e eis que tocamos, meio que sem querer, no assunto sobre negócios. Nessa época, estava começando a explodir - literalmente - a profissão de beleza no Brasil.
A mulher de um de meus amigos, já estava faturando uma grana fazendo vários cabelos em casa - grana essa que era superior ao salário do meu amigo que era chefe de segurança no banco Itaú. Foi ai então, que, no meio de toda bebedeira, paramos. Olhamos uns pros outros, sérios. Tínhamos pensado na mesma coisa. Todos juntos. Ao mesmo tempo.
Foi aí então que minha vida mudou completamente, de novo. Surgiu a ideia - e não somente ideia - de ser cabeleireiro. De entrar no mundo na beleza. Mundo esse lotado por mulheres bonitas, bem vestidas, cheirosas e arrumadas, e é claro, muitos gays também. Fiz o curso de Cabeleireiro pela L'Oréal Paris no Rio de Janeiro, junto com meus amigos - e mais novos sócios. Juntamos toda a grana que tínhamos guardada em fundos de urgência. Compramos móveis, enfim, tudo. Alugamos uma sala no alto em uma das avenidas meio abandonadas da cidade. Metemos a cara. Como eu trabalhava apenas 12 horas semanais, dava para conciliar ambos os trabalhos tranquilamente.
Dias atuais... Hoje temos 03 salões na cidade, sendo um localizado na maior avenida da mesma, com todas as lojas no baixo, compradas. Somos patrocinados por uma grande marca de produtos. Fiz um curso de Maquiagem para agregar ainda mais a profissão. Virei revendedor da marca que patrocina a gente, além de dar palestras e workshops sobre produtos e beleza feminina. De algo nascido em um bar, à 3 amizades escolares do ensino médio público brasileiro, hoje somos 16 no total (12 cabeleireiros, todos homens. 1 vendedor externo, eu e meus 02 sócios-amigos, cada um em um salão, com 4 funcionários). E eu ainda sou Técnico em Ressonância, todas segundas, quartas e sextas, de 06:00 às 10:00hrs. Aliás, em 2032 eu me aposento como Técnico.
Conclusão:
Não se acomode. Hoje, quando visito os lugares onde outrora trabalhei, tal como Extra e Lojas Americanas, ainda encontro amigos de trabalho. Pessoas que estão fazendo exatamente a mesma coisa até hoje, desde quando eu sai. Pessoas que se acomodaram com o escravismo mascarado que existe em nosso Brasil. Pessoas, que infelizmente, desistiram. Acham que isso é viver. Que já estão tão cansadas, que não conseguem fazer mais nada. São pessoas que com toda essa acomodação, viraram pessoas extremamente pessimistas. E, como já não bastasse todas as merdas, só sabem fazer filhos. Filhos e mais filhos. Eu fico indignado ao mesmo tempo que sinto pena. Fico abismado quando paro para pensar que essa é a realidade de muitos brasileiros. A ideia desse fio, é fazer você, que se encontra nesse tipo de situação, acordar pra vida. Você ainda é jovem. Você consegue. Confie em sí mesmo e acima de tudo, na sua vontade de crescer. Na sua perspectiva de criar uma família um dia. Na felicidade que vai ser quando você puder pagar a melhor educação para seu filho. Quando você puder montar uma família de forma satisfatória e feliz, sabendo que o seu papel como homem da casa, está sendo feito com sucesso. Não do jeito certo que sua mulher diz só pra te deixar feliz, esse jeito não. O jeito que você sente que está fazendo certo. O jeito que realmente é o certo.
Então, mais uma vez eu digo: A-COR-DA! Ta na hora de você sair e ir fazer alguma coisa. Aceitar os seus menos de 1.000 reais mensais enquanto enriquece filhos da puta exploradores só vai fazer você cair em uma fodida depressão. Não queira chegar aos seus 40 anos sem uma estabilidade financeira da qual sinta orgulho de ter traçado. Em uma estabilidade e uma qualidade de vida não só para você, como também para toda a sua família. Pense nisso. Pratique isso. Você pode me agradecer depois. Meu nome é.... bom, vamos deixar isso quieto. E, apesar de fodido, eu corri atrás, em todos esses meus quase 28 anos de vida. O que difere você de mim? Apenas seus objetivos. Fora isso, sou igual à você. Sou igual a todos. Se você leu até aqui, espero que isso tenha te ajudado de alguma forma e tenha aberto sua cabeça. Um grande abraço.
submitted by Ephemerxl to brasil [link] [comments]


2017.09.19 21:10 subreddit_stats Subreddit Stats: portugal top posts from 2011-10-22 to 2017-09-19 07:48 PDT

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    5. Hat-trick (119 points, 38 comments)
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    7. AMA - Estou a trabalhar no Japão! (106 points, 124 comments)
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  18. 1079 points, 7 submissions: quatrotires
    1. [SIC 2017] Entrada épica do Primeiro Jornal em Aveiro (247 points, 58 comments)
    2. Manchester United in Lisbon, 1966 (187 points, 9 comments)
    3. Numa década, Portugal passou de importador de azeite a 4.º exportador mundial (155 points, 36 comments)
    4. "O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho" - Ramalho Ortigão (134 points, 46 comments)
    5. "Tivesse o holandês dito "não posso gastar tudo em aeroportos, estádios de futebol, auto-estradas e fraudes bancárias para depois pedir emprestado" e lá teríamos de engolir em seco e aceitar a crítica." (126 points, 65 comments)
    6. Príncipe Aga Khan doa 500 mil euros para ajudar vítimas do incêndio de Pedrógão (122 points, 20 comments)
    7. Chamem a Segurança Social já! (108 points, 39 comments)
  19. 1069 points, 7 submissions: gonpires
    1. Para a próxima... (237 points, 180 comments)
    2. Finalmente encontrei uma cantina decente (191 points, 48 comments)
    3. Ovibeja revela nova entrada do recinto (152 points, 13 comments)
    4. Manhãs informativas da SIC (148 points, 138 comments)
    5. O número de reclamações vai subir na MEO (116 points, 60 comments)
    6. Google Tradutor é um pouco agressivo (114 points, 37 comments)
    7. Covilhã no evilbuildings (111 points, 20 comments)
  20. 1068 points, 2 submissions: MaxwellIllustration
    1. Porto! My new drawing based of the most beautiful city. (537 points, 35 comments)
    2. Porto. My finished ink drawing of such a wonderful place! (531 points, 35 comments)
  21. 1014 points, 7 submissions: unknown_believer
    1. Judite Sousa (TVI) tenta entrevistar um cadáver... (197 points, 117 comments)
    2. Quando acordas em 2016 e tens a direita pedir subsídios" (163 points, 74 comments)
    3. Desiludido, Tony Carreira deixa música, dedica-se apenas à poesia e anuncia poema inédito que começa por “As armas e os barões assinalados” (158 points, 17 comments)
    4. Bela resposta à CMTV: "Se não me der tempo [para explicar] continua você a falar e não me coloca a questão a mim, como é que é?" (147 points, 26 comments)
    5. Público de tourada cai para metade em sete anos (127 points, 212 comments)
    6. Franceses queriam repetir o jogo e Portugal fez-lhes a vontade: (113 points, 25 comments)
    7. "The Voice" bate "Casa dos Segredos" pela segunda semana consecutiva (109 points, 98 comments)
  22. 1003 points, 3 submissions: bockyPT
    1. [OC] Fui ao Pico e tirei uma foto (602 points, 52 comments)
    2. [OC] Fui à Serra da Arrábida e tirei uma foto (280 points, 35 comments)
    3. Bike sharing em Lisboa - primeira experiência (121 points, 58 comments)
  23. 958 points, 5 submissions: fachebu
    1. Primeira página do Inimigo Público (244 points, 85 comments)
    2. Bom marketing da Super Bock (240 points, 30 comments)
    3. 19 mortos confirmados em fogo de Pedrogão Grande (170 points, 189 comments)
    4. Hoje encontrei a palheta que eu fiz quando comecei a aprender guitarra. Tinha 13 anos. (163 points, 45 comments)
    5. Race The Subway - Lisbon (141 points, 53 comments)
  24. 956 points, 6 submissions: Calvin_Uncle
    1. Definição de tratamento VIP do Odisseias. (217 points, 16 comments)
    2. PORTUGAL, CRLHO!!! (187 points, 35 comments)
    3. O meu primeiro animal de estimação. As expectativas estavam bem lá em cima! (147 points, 92 comments)
    4. A classe dos comentários dos tugas nos meios de comunicação social. Divirtam-se! (Retirados apenas no dia de ontem.). (138 points, 135 comments)
    5. [Euro 2016] "Paaaaaaaaaaaaaaaai!!!" (138 points, 6 comments)
    6. O regresso de um herói do passado. (129 points, 15 comments)
  25. 918 points, 4 submissions: LordJomi
    1. Em Faro (406 points, 40 comments)
    2. Ricardinho, Portugal [Futsal] (193 points, 21 comments)
    3. O nascimento de um novo meme (181 points, 45 comments)
    4. Vista nocturna do Rossio, Praça Dom Pedro IV, na Baixa de Lisboa (Data: 1930-1980) (138 points, 35 comments)

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